Transtorno do Espectro Autista na sala de aula: dicas e estratégias

por: Entretanto

Autismo, autista, síndrome de Asperger, quase todo mundo já ouviu esses termos. Mas, afinal, o que exatamente eles significam? Todos eles compõem o Transtorno do Espectro Autista, uma condição na qual há uma alteração no desenvolvimento cerebral e, por consequência, a pessoa apresenta, principalmente, dificuldades relacionadas à interação com outras pessoas, bem como manifesta comportamentos repetitivos e interesses restritos, como sacudir frequentemente as mãos, ou dificuldade para sair da rotina. Essas características são permanentes, ou seja, são presentes desde a infância até a velhice.

O autismo é um desafio para os profissionais e familiares, especialmente na escola, onde a criança passa boa parte do seu tempo. Por isso, resolvemos pontuar algumas dicas para facilitar o trabalho do professor!

Primeiramente, conheça o autismo! Estude e aprenda mais sobre as características e peculiaridade deste transtorno. A base de qualquer mudança em nossa postura e atitude é o conhecimento. Depois disso, conheça mais sobre a criança! Cada criança tem seu jeito, e o diagnóstico não resume quem ela é.

Use imagens para facilitar a compreensão da criança. Assim, monte um quadro de rotina e mostre as regras na forma de figura. Muitas vezes o barulho pode irritar a criança, então procure deixá-la mais distante da porta ou janelas. Além disso, coloque-a em um local com menor quantidade de coisas que possam distraí-la, isso fará com que ela preste mais atenção no professor.

Use uma linguagem simples, clara e mais concreta. Com certeza a criança com autismo se beneficiará disso. Lembre-se que a linguagem figurativa é mais difícil de ser compreendida por ela, então evite metáforas e expressões como “isso é mamão com açúcar”. Da mesma forma, evite sarcasmo ou correções indiretas. Se disser “que coisa linda isso que está fazendo” como uma forma de repreender a criança, certo é que ela achará que você gostou do que ela faz; a criança com autismo tende a entender as informações de forma literal e é mais difícil para ela perceber a mudança no tom de voz das pessoas.

Essas são algumas dicas simples do dia-a-dia, mas a melhor dica de todas é o respeito pela diferença. Somente com isso será feita uma inclusão de verdade.

Profª Me. Andressa M. Antunes e Profª Me. Annelise Júlio-Costa são psicólogas e autoras do livro “Transtorno do Espectro Autista na Prática Clínica” (Pearson Clinical, 2017).

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