13/05/2019

Um conhecimento significativo nas escolas de inglês

Joabe França Mendonça

As escolas de línguas, diferente das escolas regulares, são, geralmente, um local onde os alunos passam apenas algumas horas de sua rotina. Então, como fazê-los pensar que esse ambiente é totalmente deles e não deve ser ocupado somente por duas ou três horas durante as semanas? Acredito que atribuir significância à escola e aos conhecimentos nela disseminados só é algo devidamente interiorizado quando os alunos notam que a aprendizagem foi significativa e que ela pode alterar o status quo em que vivem.

Como nos lembra Moreira (2010) em “O que é, afinal, aprendizagem significativa?” (Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Naturais, Instituto de Física, Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá, MT, 23 de abril de 2010, p.2):

“A aprendizagem significativa é aquela em que ideias expressas simbolicamente interagem de maneira substantiva e não-arbitrária com aquilo que o aprendiz já sabe. Substantiva quer dizer não-literal, não ao pé-da-letra, e não-arbitrária significa que a interação não é com qualquer ideia prévia, mas sim com algum conhecimento especificamente relevante já existente na estrutura cognitiva do sujeito que aprende.”

Ou seja, uma das maiores questões que devem ser enfrentadas por educadores de idiomas em escolas não regulares é como realizar a interação entre os conhecimentos prévios e os novos. Tal processo é fundamental, pois o sujeito que aprende dá maior estabilidade ao que foi ensinado.

No entanto, não podemos entender esse processo como uma ação apenas do professorado. Vale lembrar que a relação entre os conhecimentos (prévio e novo) é realizada pelo aluno e cabe ao último dar reais significados aos conteúdos escolares. Então, qual seria o papel dos professores? Em minha visão, aos docentes é basilar reunir as condições para que a aprendizagem significativa ocorra.

Para exemplificar o que tenho discorrido, posso citar oficinas que valorizam a participação efetiva dos alunos na construção do conhecimento. Uma aula de inglês sobre as frutas, geralmente, se restringe à exposição de vocabulários e perguntas que constatam se o conteúdo foi aprendido ou não. A lógica que defendo é a de que os alunos tragam suas vivências para a sala de aula e repliquem a vida real nesse ambiente.

Aprender a fazer uma salada de fruta totalmente em inglês é um bom exemplo de como associar a vida dos alunos aos novos conhecimentos: cortar uma maçã, adicionar açúcar e misturar as frutas ganha outro sentido na língua estrangeira. Se queremos uma educação diferente, caminhos originais devem ser buscados e, até aqui, o que tenho observado é somente aquele centrado no professor e em seus conhecimentos.

Entretanto

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