31/05/2021

Ensino remoto: uso das ferramentas digitais nas práticas pedagógicas

Por: Astenhia Patrícia Leão da Silva*

 

Estamos passando por um momento histórico de pandemia e isolamento social do corona vírus e nesse contexto, o mundo inteiro precisou redefinir suas práticas educativas e pedagógicas em caráter emergencial para continuar o trabalho com seus alunos. A escola de repente teve que conhecer e escolher ferramentas ou recursos digitais que possibilitassem as aprendizagens em ambientes virtuais. Na Educação Infantil não foi diferente, ela e seus professores precisaram descobrir ferramentas e ambientes virtuais de aprendizagem(AVA) que conseguissem levar suas aulas remotas até crianças e famílias através de interações e atividades significativas para essa faixa etária. 

E nesse contexto, incluir digitalmente professores sem experiência ou conhecimentos sobre ferramentas digitais e em ambientes virtuais de aprendizagem era talvez o maior dos desafios. Quando refletimos sobre o momento atual com o grupo de professores, a fala generalizada é de que ninguém esperava pelo momento, que estamos vivenciando. Tivemos que trabalhar dentro das nossas possibilidades e com ferramentas que fossem acessíveis para as famílias da nossa comunidade escolar. Tudo foi realizado em caráter emergencial, mas sempre tentando estabelecer os princípios fundamentados na educação integral, tendo a criança como protagonista nos processos educativos. Diante de tantos desafios a serem superados, tivemos que incluir nossos professores no mundo de ambientes e ferramentas digitais de aprendizagem, já que nosso trabalho nunca teve a intenção de ser realizado à distância e cem por cento dos nossos professores não utilizavam ferramentas tecnológicas com fins educativos. 

Um dos maiores desafios foi garantir um acesso facilitado para famílias e professores. Professores esses, sem nenhum experiência em atividades virtuais de aprendizagem e alguns sem conhecimento com ferramentas simples como e-mail ou a simples formatação de um texto. E optamos por trabalhar com um aplicativos de mensagens e nele criamos nossas “salas virtuais de aprendizagem” disponibilizando para as famílias vídeos, brincadeiras, áudios e contação de estórias. Toda semana fizemos planejamento das atividades semanais na segunda-feira, e de terça a quinta-feira, fazíamos nossas interações com as crianças. Escolhemos materiais que oportunizassem a construção de autonomia e identidade junto as famílias, e estas, para nossa feliz surpresa, estiveram conosco de março até dezembro. 

E aqui queremos pontuar alguns fatos positivos dessa experiência. Primeiro, a boa vontade dos professores envolvidos, que se prontificaram a aprender coisas novas, mesmo sem conhecimento técnico para isso. Isso foi decisivo para que conseguíssemos finalizar nossas atividades de forma satisfatória e continuar atendendo nossas crianças, apesar da situação de tanto gravidade. Escolhemos ferramentas muito simples e acessíveis aos professores e famílias, que em sua maioria só tem acesso através um celular. Mesmo assim, houve um despertar, uma curiosidade, uma vontade de saber mais sobre as possibilidades das ferramentas digitais. Aqui entendemos o quanto a inclusão digital é necessária para educadores. 

 

*Astenhia Patrícia Leão da Silva é Gestora, Especialista em educação e Formadora de professores de Educação Infantil 

Colaboração

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