07/10/2021

Cinco motivos para gamificar a sala de aula virtual

Por: Por Graziela Frainer Knoll e Fabrício Tonetto Londero 

Unindo diversão e entretenimento que os jogos proporcionam a um cenário non-game, incríveis técnicas de ensino-aprendizagem podem ser construídas, fortalecendo a motivação e o engajamento dos aprendizes. “Só quem já instalou algum jogo no celular sabe o quanto as missões e buscas por pontos podem ser viciantes”, afirma Oliveira (2020, p. 01). Para Kapp (2012), o conceito de gamificação envolve o uso de elementos próprios de jogos para promover o engajamento e o aprendizado em práticas de outros setores, despertando emoções e aptidões com base nesse envolvimento dos jogadores. Mecânica, estética e pensamento de jogos formam a base da gamificação, ou seja, é criada uma experiência de jogo para uma atividade que, habitualmente, não envolve diversão ou jogos. 

 De fato, o uso de estratégias de jogos em sala de aula funciona como um grande motivador da aprendizagem, pois os jogos vão muito além da ideia de diversão ou passatempo, podem auxiliar a desenvolver habilidades e competências, inclusive em alguns casos, de maneira mais efetiva que outros métodos de ensino formais. Engajar uma turma de estudantes em uma mesma situação de aprendizagem, cada qual com uma forma e um ritmo de aprendizado, é um processo difícil, que pode ser facilitado se o professor utilizar a mesma linguagem com que seus estudantes já estão habituados.  

 Assim, elencamos 5 motivos pelos quais você deve pensar em gamificar sua sala de aula virtual: 

1 – São criadas experiências diferenciadas e dinâmicas 

Ao transformar atividades pedagógicas em jogo, o professor se aproxima do sujeito aprendiz, propondo o uso de uma linguagem que se aproxima dos estudantes. A utilização de diferentes dinâmicas de ensino é importante para diversificar a experiência do aprendiz, sendo fundamental para ampliar formas de percepção da vida e de aquisição de conhecimento, melhorando a tomada de decisão e posicionamento. Além disso, contribui de forma significativa para a socialização, a forma de pensar coletivamente, a comunicação e a argumentação. 

2 – O jogo ensina o aprendizado de regras 

Tanto as regras de ação no contexto de jogo, que dão as possibilidades e movimentações do jogador, quanto a conduta ética podem ser trabalhadas. O jogador aprende, desde cedo, que trapacear no jogo não rende o mesmo tipo de resultado ou satisfação do que vencer os demais seguindo as mesmas regras. 

3 – O jogo ensina a lidar com dificuldades e desafios 

A simulação de situações de enfrentamento de dificuldades pelo personagem, ainda que no “mundo paralelo” do jogo, contribuem para preparar o caráter do jogador em termos de ação e reação aos obstáculos da vida. O estudante entende, assim, que também aprende com os erros. 

 4 – O jogo estimula a interação na aula online 

Uma das principais dificuldades da aula por meios virtuais tem sido motivar a participação dos estudantes, a interação entre eles e deles com o educador. Ao criar uma situação de jogo, em que a interação dialógica com outro jogador faça parte da dinâmica do jogo, esse problema é superado quase que naturalmente, como consequência do contexto. Também, é fortalecido o sentimento de pertencimento do jogador a uma comunidade, ou seja, sua identificação com os demais jogadores, naquele espaço-tempo virtual, fortalecem os vínculos afetivos entre os estudantes e, de quebra, aproximam turma e professor. 

5 – O jogo estimula a autonomia do aprendiz 

Faz parte da dinâmica de jogo a tomada de decisões individuais ou em equipe, a solução de problemas, a busca por mecanismos de ação possíveis (escolha de “jogadas” a cada turno). Além disso, a autoestima é trabalhada quando o jogador visualiza seu progresso. Ao concluir tarefas ou desafios, o estudante é recompensado e volta a buscar a satisfação. 

 A sala de aula virtual, para gerar um aprendizado efetivo, precisa ser centrada em experiências, já que os laços que seriam estabelecidos com mais naturalidade na presencialidade estão ausentes. E o aprendizado por meio de experiências requer o uso de ferramentas como jogos e suas dinâmicas, essenciais para unir conteúdo e prática e provocar o engajamento e a interação. 

 

Referências 

 KAPP, M. K. The gamification of learning and instruction: game-based methods and strategies for training and education. San Francisco: Pfeiffer, 2012. 

 OLIVEIRA, Maria Victória. Gamificação apóia o professor a desenvolver o hábito de 

leitura. Porvir. 3 set. 2020. Disponível em: https://porvir.org/gamificacao-apoia-o-professor-a-desenvolver-o-habito-da-leitura/ Acesso em 30 mai. 2021. 

 

 

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