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29/06/2020

A importância do brincar

Por Ana Carolina Barbosa

O brincar na educação infantil, é um tema muito abordado por nós, profissionais da área da educação, mas a real importância do brincar para o desenvolvimento infantil, ainda é uma dúvida que permeia a mente de muitas famílias, gerando inseguranças como:

– “Afinal meu filho vai a escola só para brincar? Qual a diferença das brincadeiras da escola e as de casa?”

Para responder a essas dúvidas muito presentes em nosso cotidiano escolar, devemos resgatar o conceito de infância e o conceito de educação infantil ao longo do tempo. Sabemos que a criança é um ser em desenvolvimento em todos os seus aspectos: físicos, emocionais, cognitivos, entre outros e que atualmente sabe-se a importância da interação para a aprendizagem de novos conhecimentos, de uma maneira significativa, porém nem sempre foi assim. Mais precisamente nos séculos XIV, XV e XVI, as crianças eram vistas como “adultos em miniatura’’, possuindo os mesmos direitos e deveres.

As crianças nessa época aprendiam observando os adultos nas tarefas comuns. Hoje em dia sabemos que esse olhar sobre a infância mudou, sabe-se que a criança interage de uma forma diferente dos adultos e possui seu próprio espaço na sociedade. Segundo Chateau:

“A infância é, portanto a aprendizagem necessária à idade adulta. Estudar na infância somente o crescimento, o desenvolvimento das funções, sem considerar o brinquedo, seria negligenciar esse impulso irresistível pelo qual a criança modela sua própria estátua.” (CHATEAU, 1954, p.14)

O conceito de educação infantil, também aparece, no texto legal da Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 no art. 29, dizendo que a educação infantil é conceituada como a primeira etapa da Educação Básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 5 anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

Convém explicar também a diferença entre brincadeira, brinquedo e jogo. De acordo com KISHIMOTO (1994), o brinquedo é representado como um “objeto suporte da brincadeira”, e eles podem ser designados como brinquedos estruturados, que são aqueles que já compramos prontos, provenientes da indústria, como por exemplo, bolas, bonecas, entre outros e brinquedos não estruturados, que são brinquedos provenientes da natureza ou até mesmo feitos com objetos recicláveis, como por exemplo, galhos, pedras, tampas soltas de potes, entre outros.

Já a brincadeira se difere por possuir uma estrutura e regras  a serem seguidas, como por exemplo, o pega-pega, o esconde-esconde, o faz de conta, entre outras. Porém na brincadeira as regras não são imutáveis, elas se adaptam a criatividade das crianças, fazendo com que se possa modificá-las, incluindo novas regras ou retirando algumas outras, permitindo assim, a  liberdade no ato de brincar.

Por sua vez, o jogo, está inerente tanto ao brinquedo, quanto à brincadeira, é uma atividade mais estruturada, que contém regras mais delimitadas, que raramente se modificam e nem são exclusivas do universo infantil, podendo fazer parte também do universo adulto, como por exemplo, jogo de cartas, jogo de mímica, jogo pedagógico com regras e objetivos pré determinados, entre outros.

Agora que sabemos diferenciar Brinquedo, brincadeira e jogo, temos que ter em mente que o ato de brincar favorece que a criança, utilize competências e habilidades que posteriormente serão importantes em sua vida adulta. Para que ocorra o brincar, à presença de um profissional (professor), é fundamental no sentido que este favorece, promove, planeja e organiza o ambiente, assim como estimula o contato com o meio. Na ausência do professor, principalmente agora durante o isolamento social causado pela Pandemia da COVID 19,  a presença e interação com os familiares, com um adulto que possa planejar jogos e brincadeiras, mesmo de forma simples e com a orientação dos professores, é de igual importância, não se deve deixar de brincar, façam com que esse momento seja prazeroso para vocês e as crianças, utilize o tempo com qualidade, mesmo que por um curto período ao longo do dia.

Sendo assim as indagações e dúvidas sobre o brincar na educação infantil são respondidas por meio da importância que a interação e o compartilhamento dos brinquedos, promovem nas experiências infantis, que os fazem aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser, desenvolvendo a auto-confiança, permitindo que experimentem, inventem e reinventem seu mundo, o transformem e se apropriem dele.

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