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16/10/2019

A educação para a inovação em setores criativos

Por Diego Santos Vieira de Jesus

A inovação refere-se à dotação de recursos humanos e materiais para criação total ou ressignificação de processos e produtos, desde descobertas científicas até novos usos para tecnologias, modelos inéditos de negócios ou disponibilização de produtos ou serviços para novos locais e clientes. Apresentando amplo potencial de inovação, os setores criativos remetem às atividades culturais específicas – como editorial, audiovisual, artesanato e gastronomia –, às relacionadas a lazer e entretenimento – como artes performáticas e games – e às funcionais, como moda, arquitetura, publicidade e design.

A educação para a inovação em setores criativos precisa incorporar o estímulo à geração de ideias, à sua conversão em produtos e serviços e à difusão da inovação. Quanto ao primeiro ponto, os estudantes podem ser orientados a produzir inovações a partir de fontes como a criatividade individual, na qual ideias emergem por iniciativa ou inspiração pessoais, background de cada pessoa e mobilização de recursos internos da organização – como tecnologia – ou externos, como elementos culturais. Emoções e inspirações em tradições aparecem em setores como moda e gastronomia. Outra fonte é o trabalho coletivo a partir da interação com usuários, típica em setores como games, para se captarem ideias em sessões de brainstorm, testes-piloto e feedbacks de usuários. Uma terceira é o mercado, já que é baseado em tendências utilizadas para elaborar propostas. Produtores no setor audiovisual podem considerar particularidades de mercados locais para adaptar produtos. Finalmente, pesquisa e desenvolvimento levam a novos materiais e dispositivos.

No preparo para converter ideias em produtos, serviços ou conteúdo, o estudante deve ser orientado para uma primeira fase da inovação, mais criativa e flexível. Ela é seguida por uma segunda administrativa, linear e definida por acesso a recursos e mercado e processos de controle. Quanto à difusão da inovação, o estudante pode ser apresentado às formas de promoção de produtos e serviços, como meios tradicionais e digitais de comunicação, difusão por Poder Público e sociedade civil e colaboração via networking.

Na preparação dos estudantes, a proposição de soluções para problemas em cada parte do processo de inovação pode fortalecer o próprio processo, considerando-se rotinas e desempenhos de pessoas ou tecnologias. Institutos de pesquisa poderiam promover interfaces entre organizações culturais e instituições de ensino superior. Faz-se primordial um conjunto de iniciativas para os ensinos fundamental e médio que estimulem criatividade, empreendedorismo e pensamento questionador, os quais conduzam a inovações organizacionais e sociais.

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