Preparando-se para o renascimento da Avaliação

por: Vikki Weston

Estamos na iminência de grandes mudanças na avaliação.

“Preparando-se para o renascimento da Avaliação”, escrito por Sir Michael Barber, Chefe de Educação da Pearson, e Dr. Peter Hill, especialista em avaliação, traz o debate sobre as transformações que as novas tecnologias estão trazendo para os modelos de avaliação e diagnóstico no ensino.

Em uma sessão de perguntas e respostas no artigo, Michael Barber diz, “estamos prestes a ver grandes mudanças nas possibilidades de avaliação, como resultado da tecnologia. Os sistemas de avaliação atuais estão profundamente apegados a testes e exames tradicionais e, alguns podem argumentar, estão nos impedindo de realizar reformas de grande impacto. Devemos aproveitar a oportunidade e não se agarrar ao passado”.

De acordo com os autores:

• Testes Adaptativos (por exemplo, estes que evoluem em tempo real na tela) vão ajudar a gerar testes mais precisos e reduzir o tempo gasto em sua aplicação.
• Mais inteligente e automatizada, a conferência dos exames ajudará na melhoria da precisão e na redução do tempo gasto por professores com conferência de respostas repetitivas.
• A tecnologia ajudará a combinar a performance dos alunos entre múltiplos objetivos e disciplinas.
• A avaliação proporcionará um retorno ao aluno imediato que ajudará a personalizar o ensino e a melhorar a aprendizagem.
• Novas tecnologias digitais vão minimizar a possibilidade de “trapacear” em exames ou de utilizar “métodos de chute”.

O artigo argumenta que os métodos de avaliação atuais já não estão servindo e mesmo o melhor sistema de avaliação de ensino do mundo pode ter atingido um limite máximo de desempenho.

Os autores estabelecem um “Quadro de Ação”, que detalha os passos que devem ser tomados para “políticos, escolas, diretores de escolas e outros pessoas em educação, para se prepararem para o renascimento da avaliação”:

1 Pensar a longo prazo – não sabemos quando o renascimento acontecerá, mas temos que estar preparados, investindo no seu desenvolvimento.
2 Estabelecer parcerias – precisamos construir parcerias entre professores, governos e todos os que trabalham em educação e tecnologia.
3 Criar a infraestrutura – ter infraestrutura tecnológica de alta qualidade em todos os níveis do sistema, inclusive nas escolas.
4 Desenvolver a capacidade dos professores – investir no desenvolvimento dos professores com a tecnologia e a avaliação mais sofisticada.
5 Permitir variação na implementação – incentivar as escolas e professores a inovar, com um quadro de implementação e aprender com os modelos bem-sucedidos.
6 Adotar uma abordagem de entrega – tornar uma prioridade, planejar com antecedência, certificar-se de checar rotineiramente com todos os indivíduos-chave e deixar claro quem é responsável.
7 Comunicar de forma consistente – de governos a educadores trabalhando juntos, e de escolas a pais.
8 Aplicar as mudanças no conhecimento – nosso ponto de partida deve ser a nossa base de conhecimento, do que é necessário para alcançar a mudança bem-sucedida, de todo o sistema, incluindo a construção de uma visão compartilhada e de aprender com os pioneiros.

Barber e Hill concluem o artigo dizendo que o significado do renascimento na avaliação não deve ser subestimada e “que irá ajudar a garantir elevados padrões para todos, suprimindo os limites de compreensão atuais e sustentará o foco em … habilidades fundamentais à vida e à aprendizagem no século XXI”.

Leia o eBook do relatório.
Este texto foi originalmente publicado em Open Ideas.

ReImagining Learning: An assessment renaissance

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