‘Por favor’, ‘Obrigado’ e os Insights da aprendizagem socioemocional

por: Entretanto

Aquelas orientações morais para crianças, mas que valem para a vida toda: Ouça. Peça ajuda. Expresse seus sentimentos. Apoie. Diga “por favor” e “obrigado”.

Há evidências de que esses comportamentos ajudam, de verdade, as crianças a crescerem academicamente.

“Quando estas habilidades são adotadas,” – diz Steve Elliott, professor-doutor de Dinâmica Familiar e Social da Fundação Mickelson, da Arizona State University – “as crianças aprendem melhor juntas, e toda a sala de aula fica habilitada para aprender de maneira mais eficaz”. Ele também é o coordenador de ferramentas de aprendizagem socioemocional da Pearson.

Na década de 1980, Steve e outros professores pilotaram um projeto que avaliou diversas categorias de competências socioemocionais, oferecendo, com os resultados, orientações sobre intervenções para melhorar estas habilidades nos alunos. Hoje, elas são chamadas de Sistema de Avaliação de Habilidades Sociais.

“Oferecemos aos professores uma maneira eficiente para começar o ano com uma avaliação que identifica comportamentos prioritários”, diz Steve. “Estes comportamentos são, de uma maneira geral, os pontos comportamentais fortes e fracos dos alunos em sala de aula. E se algumas crianças não correspondem, existem opções mais individualizadas.”

E ainda reflete: “Tudo é feito com a finalidade de pensar no que os alunos precisam para aprender melhor — e como vamos manter os pais envolvidos neste processo?”

Melhorar o Comportamento

“Muitos professores me dizem que não têm o luxo de isolarem o aprendizado em sala de aula da tarefa de desenvolver uma pesquisa de capacidades socioemocionais, mas ela não leva mais que vinte minutos por semana para ser feita. Precisamos renovar nosso interesse na aprendizagem socioemocional, pois já basta o que já existe de tensão e desentendimento no mundo à nossa volta”, prossegue.

E Steve diz que não é só aprender a melhorar comportamentos: “Melhores habilidades sociais não tornam as crianças mais aptas a lidarem com os conteúdos pedagógicos, mas com certeza ajudam as crianças a tirar proveito dos recursos que as cercam.”

Steve destaca também que a escola é um “fenômeno de grupo”: “Se o grupo funciona melhor junto, então os ambientes de aprendizagem são mais dinâmicos. Insisto neste estudo porque meu trabalho ajuda a criança como um todo, muito além da escola”, conclui.

Texto originalmente publicado no Portal Pearson Learning News.

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