O que não funciona na educação: a política da distração

O que não funciona na educação: a política da distração

por: John Hattie

Como podemos garantir que cada aluno alcance o progresso de pelo menos um ano para um ano de escolaridade?
Governos e escolas tem gasto bilhões de dólares tentando consertar a educação, mas as evidências mostram que muitas soluções popularmente adotadas têm pouco impacto sobre a aprendizagem do aluno. Em dois novos relatórios, o renomado pesquisador em educação, John Hattie, explora como políticas corretivas usualmente adotadas afastam outras, potencialmente melhores, soluções.
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John Hattie: Why all students deserve a year’s worth of progress for a year’s schooling

DISTRAÇÃO 1. ACALMAR OS PAIS
Escolha da escola e turmas menores
Os pais desempenham um papel crucial no sucesso de seus filhos na escola. No entanto, muita atenção é muitas vezes dada ao desejo dos pais de escolher qual escola o seu filho frequentará, quando a evidência mostra que a sala de aula que frequentam é mais importante. Os formuladores de políticas devem, portanto, concentrar os seus esforços em reduzir dentro das escolas a variabilidade da eficácia do professor, ao invés de simplesmente oferecer mais possibilidades de escolha da escola para os pais.
DISTRAÇÃO 2. Ajustar a infraestrutura
Currículo, avaliações e instalações
Uma das principais distrações, para realmente fazer a diferença, é a busca de uma melhor infraestrutura. A alteração da forma de edifícios, por exemplo, só é eficaz se os educadores forem orientados sobre como ensinar de forma mais eficaz no novo espaço. Ao mesmo tempo, as avaliações devem fornecer, aos professores e diretores de escolas, informações úteis e interpretativas sobre cada aluno.
DISTRAÇÃO 3. Corrigir os alunos
A educação infantil, retendo alunos e estilos de aprendizagem
Existe uma grande oportunidade para a aprendizagem e desenvolvimento de uma criança durante os cinco primeiros anos, mas, apesar do enorme investimento na educação infantil, há pouca discussão robusta sobre o que a aprendizagem deve significar para esta faixa etária. Forçar a retenção de alunos, quase duplica risco de abandono escolar, e há pouca evidência de que a adequação dos métodos de ensino, para os “estilos de aprendizagem” dos alunos – auditiva, visual, tátil e assim por diante – melhore a aprendizagem.
DISTRAÇÃO 4. Corrigir as escolas
Novas escolas, líderes transformacionais e jornada escolar mais longa
As evidências mostram que é mais importante se concentrar na sala de aula – isso mesmo, promover a especialização do professor e transferir isso de sala de aula para sala de aula. Porém, muitas vezes, formuladores de políticas propõem soluções generalistas que tem pouco efeito comprovado, tais como prolongamento da jornada escolar ou ano letivo, ou a criação de novas formas de escolas, que não costumam ser melhores do que as opções existentes.

Vídeo: https://youtu.be/iNPnq0YYj4Y

DISTRAÇÃO 5. Corrigir o professor
A formação do professor, remuneração por desempenho e tecnologia
Estudos mostram que programas de formação inicial de professores, da maneira como são, estão entre os de menor impacto de tudo o que influencia o desempenho do aluno. Mais foco deve ser colocado em influenciar os primeiros anos de tempo integral de ensino em sala de aula – onde o maior aprendizado acontece para os professores. Além disso, a tecnologia deve ser vista como uma forma de apoiar diferentes métodos de aprendizagem e para avaliações contínuas, em vez de simplesmente ser mais uma ferramenta para estudantes acessarem informações.
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