O ensino das habilidades colaborativas: Do berço à profissão

por: Entretanto

“A maioria de nós sabe o que significa colaborar, ao menos, no sentido básico: trabalhar com outras pessoas para alcançar uma meta em comum”, diz a diretora de Avaliações Formativas da Pearson, Emily Lai

Emily promoveu uma pesquisa que é focada em melhorar as formas de avaliar as habilidades e o conhecimento dos alunos, garantindo resultados e apoiando o desenvolvimento da aprendizagem: “Estamos revendo a pesquisa, tentando descobrir o que sabemos sobre colaboração e como apoiá-la. Por exemplo, sabemos que as habilidades colaborativas mostram o quão bem-sucedido alguém pode ser em todos os tipos de situações em grupo: na escola, no trabalho e até mesmo ao trabalhar com outras pessoas em uma comunidade abordando questões sociais”, conta ela.

Porém, ensinar técnicas de colaboração em sala de aula pode ser mais difícil do que parece: “Quando um professor atribui um trabalho em grupo, muitas vezes os alunos dividirão a tarefa em partes menores, trabalhando de forma independente, para juntarem suas partes no final. Neste caso, o professor provavelmente teve boas intenções em ajudar a desenvolver habilidades colaborativas nos alunos, mas isto não aconteceu.”

Verificar todos os subcomponentes

As tarefas verdadeiramente colaborativas não são tão fáceis assim de se criar. Para Emily, se aprofundarmos bem, existem três subcomponentes de colaboração bem-sucedida:

– Comunicação interpessoal: como nos comunicamos verbalmente (e até mesmo não-verbalmente) com nossos colegas.
– Resolução de conflitos: capacidade de reconhecer e resolver as divergências de maneira consistente e de acordo aos interesses da equipe.
– Gerenciamento de tarefas: capacidade de definir metas, organizar tarefas, acompanhar o progresso da equipe e ajustar o processo ao longo do caminho, conforme necessário.

Emily diz que compreende o quanto pode ser difícil para os educadores desenvolverem estes três subcomponentes.
Antes de iniciar uma tarefa, Emily sugere que os professores conversem com seus alunos abertamente sobre o que é colaboração: o que os tornam bons parceiros de trabalho, o que não fazer enquanto trabalham em equipe e como utilizar estratégias de trabalho coletivo e de compartilhamento de um projeto de forma responsável, superando possíveis divergências.

Emily prossegue com as dicas: “Durante o trabalho em grupo, observem cuidadosamente o comportamento verbal e não-verbal dos alunos, e conversem com eles. É na sala de aula que combinamos o ensino de todas as habilidades colaborativas explicitamente, dando aos alunos, oportunidades de exercitarem esta prática, sempre fornecendo feedback ao longo do processo”.

A pesquisa de Emily mostra que os alunos que desenvolvem fortes habilidades colaborativas aproveitam mais qualquer situação de aprendizagem, principalmente a coletiva.

Colaboração vem de em casa

Emily é mãe de duas meninas, uma de 4 e outra de 8 anos. Em casa, há uma parte da colaboração que é especialmente valiosa: a resolução de conflitos.

“Minha filha mais velha gosta de filmes de terror, mas a caçula ainda é muito pequena e prefere filmes infantis. É fácil intervir e escolher um filme para elas, mas meu marido e eu damos o nosso melhor para ficarmos de fora quando acontecem os conflitos, afinal, estabelecemos uma regra: elas precisam negociar uma com a outra e chegar a um acordo sobre um filme. Agora, elas têm uma rotina de colaboração.”, diz Emily.

E conclui: “Saber ouvir é um grande avanço para minha filha caçula, que ainda está aprendendo e crescendo. Após a minha pesquisa, vi que se minhas filhas aprendem essas habilidades colaborativas, elas estarão mais propensas a serem bem-sucedidas em suas futuras carreiras.”

Compartilhando as últimas pesquisas

Recentemente, Emily lançou outra pesquisa, feita de forma colaborativa com outros professores, intitulada “Skills for Today – What We Know about Teaching and Assessing Collaboration”. Veja mais!

A pesquisa se transformará em um livro, que será lançado pela Pearson e pela The Partnership for 21st Century Learning, uma empresa parceira localizada em Washington, nos Estados Unidos, composta por líderes dos setores empresariais, educacionais e governamentais.

“Unimos forças neste papel, pois acreditamos que a colaboração é muito importante para a escola, para a carreira e para a vida do aluno”, diz Emily.

Esta é a primeira de uma série de quatro partes sobre avaliação e ensino conhecida como: As quatro habilidades: colaboração, pensamento crítico, criatividade e comunicação.

” A nossa parceria significa que temos um compromisso comum de ajudar as partes interessadas: educadores, pais, responsáveis e empregadores; Compreender quais são as habilidades necessárias para sermos bem-sucedidos e como ensiná-las de forma eficaz, para todas as faixas etárias”, conclui a pesquisadora.

Texto originalmente publicado em Pearson Learning.

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