Ensinando jovens e crianças a respeitarem diversidades

por: Entretanto

Saber respeitar a diversidade envolve compreender e valorizar as perspectivas, comportamentos e necessidades de todas as pessoas, independente de suas origens. O mundo é feito de uma grande variedade de culturas, habilidades, crenças, gêneros e preferências, e a capacidade de respeitar o outro define a maneira como interagimos entre nós. Na medida em que as sociedades se tornam mais diversificadas, os jovens estão cada mais acostumados a vivenciarem um mundo repleto de possibilidades.

Como educadores, é importante que façamos valer estes fatos. Somos uma grande influência na vida dos jovens, e mostrando-os a importância de se respeitarem os diversos pontos de vistas, estaremos fornecendo valiosas lições de tolerância.

E este trabalho também pode ser feito com as crianças, encorajando-as a participarem de atividades que promovam as diferenças. Uma dica: encontre eventos culturais locais, como desfiles ou festas públicas, e leve seus alunos. Aliar o ensino à participação em eventos pode ser um jeito divertido de apresentar novas culturas aos jovens, além de ajuda-los a desenvolverem uma conscientização da diversidade histórica de nosso país.

Aproveitando que estamos em período de férias, seria interessante aproveitar este momento para incentivar os jovens a participarem de acampamentos, workshops, trabalhos voluntários ou até mesmo de programas de intercâmbio.

Outro ponto importante é ensinar os adolescentes sobre a necessidade de terem a mente aberta. Todas as pessoas têm experiências diferentes, e é bom que eles saibam disso. A neurologista Judy Willis diz que trabalhar questões de tolerância e respeito ajuda a construir uma maior flexibilidade mental, mais habilidades nas resoluções de problemas e senso de coletividade. Willis sugere que sejam feitas rodas de conversa a respeito de problemas sociais, históricas e atuais

Falar sobre diversidade, inerentemente, é falar sobre o bullying. O bullying é uma preocupação crescente e vendo sendo combatido nos ambientes escolares. Ensinar jovens e crianças respeitarem as diferenças e fazer com que respondam ao bullying de forma assertiva, afinal, ele é um ato ligado aos preconceitos, pois quem sofre com as brincadeiras de mau gosto e chacotas é, geralmente, considerado (a) o (a) “diferente” da turma.

Xingamentos, agressões físicas, comentários ofensivos online (cyberbullying) e alienar colegas de participarem de equipes de trabalho/turmas de amigos são algumas das formas mais comuns de bullying. Para Willis, a melhor forma de combater estas práticas é ensinar as vítimas a reagirem, pedindo para que os agressores parem com os incômodos, e também fazer com que se sintam seguras para denunciarem eventuais assédios.

Vivemos em um momento em que opiniões e sentimentos devem ser valorizados, principalmente quando diferentes dos nossos. Transmitindo este pensamento, criaremos novas mentes e, consequentemente, novas pessoas, com coragem e habilidades necessárias para enfrentar qualquer tipo de discriminação.

Texto publicado originalmente em Parent Toolkit.

 

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