Elementos Fundamentais da Aprendizagem Personalizada

por: Entretanto

O termo “aprendizagem personalizada” está se tornando popular, e a comunidade acadêmica vê neste termo uma fórmula para melhorar a aprendizagem do aluno. A promessa de que a aprendizagem pode variar com base no indivíduo torna este conceito muito atraente, mas a prática é outra. É aí que professores se perguntam: “O que devo fazer em sala de aula? ”.

“Se a aprendizagem pode ser adaptada à cada aluno, precisamos primeiro perguntar: o que sabemos sobre os alunos e a aprendizagem?” diz Kristen DiCerbo, Vice-Presidente do Setor de Pesquisa em Educação da Pearson. Ela estuda como a pesquisa em educação pode nortear esta nova forma de aprendizagem e melhorar os resultados do aluno.

Entre as boas práticas que Kristen vêm estudante, ela destaca quatro elementos que considera fundamentais:

1 – Como os alunos progridem do nível “iniciante” ao “avançado” em um tópico específico de aprendizagem?

Sem que saibamos o caminho até a maestria, nenhuma decisão pode ser tomada. Se são os alunos que estão aprendendo como calcular a área ou a melhor maneira de se aplicar o pensamento crítico em um livro, quais são as características de um aluno iniciante? E as de um aluno avançado?

Em alguns campos, há estudos sobre o que chamamos de “progressões de aprendizagem” e “trajetórias de aprendizagem”. Em outros campos, existem pesquisas que estudam o aluno em si. E também existem estudos em que a descrição das habilidades e dos atributos é apenas mais uma nova maneira de se pensar.

2 – Qual é a melhor maneira de avaliar onde um aluno está no processo de progressão definido pelo elemento fundamental descrito acima?

Em que nível estão os alunos em sua progressão? Sem saber o estado atual do aluno, é difícil saber o que aconselhar. Atualmente, muitos materiais didáticos usam questionários e testes no final do capítulo. No entanto, a Pearson vêm pesquisando formas de compreender o nível do aluno sem precisar testá-lo o tempo todo, utilizando coleta de dados incutidas dentro de simulações.

3 – O que um aluno deve fazer para progredir no processo?

Isto pode estar no nível objetivo, no nível da atividade, ou no nível da resolução de problemas. Pode ser baseado apenas no que é conhecido sobre o aproveitamento do aluno, mas também pode ser baseado no que é conhecido sobre motivação, memória e atenção. A ciência da aprendizagem, quando estudada a fundo, oferece um conjunto de evidências sobre o que funciona no momento, quando revisar informações e quando prosseguir para um outro tópico.

4 – Quais são as melhores maneiras de fornecer uma análise aos alunos, aos professores e aos pais?

Como a informação deve ser retransmitida aos alunos, de uma maneira em que os ajude a tomar boas decisões instrucionais? E quando? Por exemplo, uma dica comum é que o melhor é o feedback imediato, mas em certas situações, por exemplo, quando os alunos já estão em um nível intermediário e estão compreendendo conceitos, às vezes é necessário oferecer um tempo para a reflexão da informação apreendida.

Parte do aprendizado personalizado está em capacitar os alunos para darem o próximo passo. Dar o feedback de que não se trata apenas de relatar as pontuações, mas também comunicar os resultados para apoiar as decisões individuais.

Na medida em que pensamos em modelos de aprendizagem personalizados para projetar e desenvolver capacidades como: tutoria cognitiva e outros componentes de modelos analíticos, adaptáveis e de implementação, estamos nos aprofundando em cada um desses elementos fundamentais.

 

Conteúdo originalmente publicado em Pearson Learning.

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