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10/07/2019

Tecnologia e o Ensino de Idiomas

A revisão das metodologias tradicionais é constante e a tecnologia abre caminhos distintos para a aprendizagem. O aumento de recursos disponíveis facilita o acesso de professores e alunos e amplia conhecimentos.

Convidamos Roger Garcia,  Diretor do Ensino Básico e Cursos Livres da Quero Educação, para um bate papo sobre o tema.

Como a tecnologia pode beneficiar o ensino de idiomas?

Até recentemente, o ensino de idiomas estava restringido ao alcance das ferramentas disponíveis a professores e alunos, e boa parte da experiência e da eficácia do aprendizado estavam limitadas a técnicas que não haviam mudado quase nada com o tempo. Hoje, a tecnologia já alavanca muitos dos aspectos da educação em geral, e traz mudanças rápidas especialmente no aprendizado de novas línguas. O acesso barato e instantâneo à informação, muitas vezes disponível gratuitamente na forma de jornais ou blogs da língua alvo, possibilita uma abordagem em múltiplas frentes ao conteúdo proposto. A capacidade de se conectar em tempo real e conversar com outros estudantes ou falantes do idioma também acelera o aprendizado, e traz uma experiência mais ampla sobre os temas estudados. Isso sem falar na acessibilidade financeira, que vem desde o consumo de conteúdo gratuito até o uso de plataformas que conectam o aluno a escolas ou professores, por um preço que faça sentido a ele.

Quais as vantagens para o aluno se apropriar da tecnologia na hora de aprender outra língua?

A tecnologia pode trazer um aprendizado mais rápido, imersivo e economicamente viável ao estudante. Com a adaptação do conteúdo para um contexto mais relevante ao aluno, as chances de retenção do que foi aprendido aumentam. A adoção de técnicas de estudo como a repetição espaçada, que regula com o tempo quais informações devem ser retrabalhadas pelo aluno e quais já foram absorvidas com sucesso, podem ajudar no aprendizado eficiente do vocabulário do novo idioma, por exemplo. Uma outra porta que a tecnologia abre é a do ensino a distância, que quebra as barreiras físicas do ensino presencial e aumenta o leque de opções do aluno na hora de escolher uma escola ou um professor particular.

Quais as vantagens para o professores utilizar produtos tecnológicos, como aplicativos, na hora de ensinar um novo idioma?

Duas características principais fazem da tecnologia uma ferramenta valiosa para o professor: engajamento e fácil mensuração. A tecnologia é uma aliada importante na construção de experiências mais imersivas e divertidas que, como consequência, aumentam o tempo médio de interação dos alunos com os temas apresentados. Esse envolvimento e relação emocional com a experiência de aprendizado permitem maior retenção do conteúdo.Além disso, a relação do aluno com a tecnologia é muito mais mensurável. É possível saber qual foi o tempo exato de atividade, os principais pontos de dúvida durante o estudo e qual volume de funcionalidades da ferramenta foi explorado. Tudo isso gera dados que podem ser usados na compreensão e criação de um processo de aprendizagem mais eficiente, algo que era impossível só com o uso de livros.

Você acredita que a tecnologia pode substituir o professor do futuro?

O papel do professor vai evoluir com a penetração da tecnologia no processo de aprendizado. O professor vai atuar mais como um mentor do que como um canal de transmissão de conhecimento. Seu trabalho vai ser potencializado pela tecnologia, e ele vai poder focar em identificar gaps e mostrar caminhos possíveis aos alunos de idiomas, de acordo com as necessidades de cada um deles.

Qual o futuro do ensino de idiomas na sua opinião?

Ensino adaptativo, barato e ubíquito. O aluno não só vai receber conteúdo personalizado de acordo com seus interesses e necessidades, mas também vai poder praticar a qualquer hora e em qualquer lugar. Além disso, vai poder contar com uma gama de ferramentas e plataformas que caibam no seu bolso, desde o ensino gratuito até o mais premium.

Roger Garcia é Diretor de Ensino Básico e Cursos Livres na Quero Educação. Formado em Engenharia de Computação pelo ITA, atua em startups de tecnologia desde 2011, em áreas como machine learning, cyber intelligence e educação.

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