02/12/2020

Projeto “Aulas Públicas” é vencedor de prêmio internacional de educação

Se você é leitor frequente aqui da Entretanto, certamente se lembra do projeto “Aulas Públicas“, criado e executado pelo professor Paulo Magalhães, da EMEF Duque de Caxias (São Paulo). Caso não, nós te lembramos: o projeto promove um estilo de aula diferente, levando os estudantes a experimentarem uma espécie de aula de campo na região do Glicério, onde está localizada a unidade de ensino. Seu objetivo é ressignificar os espaços públicos no entorno da escola e ensinar sobre o processo de verticalização da região central de São Paulo ao longo dos anos.

projeto-aula-publica-e-vencedor-de-premio-internacional-de-educacaoFalamos a primeira vez sobre ele no começo do ano (neste link). De lá para cá, o projeto do professor Paulo recebeu diversos reconhecimentos e premiações: foi vencedor do Conectando Boas Práticas, da Fundação Lemann; foi avaliado pelo comitê do Global Teacher e do Educador Nota 10; foi destaque do II Congresso de Práticas Docentes no México; esteve presente na cerimonia de premiação do Prêmio Excelência Educativa Fidel Ibero-americana no Equador; além de estar na plataforma HundrED (uma comunidade global de pessoas interessadas em educação com 600 professores de 90 países), onde os professores se tornaram embaixadores; e, mais recentemente, foi um dos vencedores do Prêmio Alpha Lumen – Internacional!

O prêmio, criado pelo Instituto Alpha Lumen, ONG de Impacto Social, teve sua primeira edição em 2020 com o objetivo de reconhecer e valorizar iniciativas pedagógicas e socioemocionais idealizadas por educadores e orientadores pedagógicos da Educação Básica de escolas públicas ou filantrópicas de acesso público no Brasil e nos países lusófonos pertencentes à CPLP – Comunidade dos Países da Língua Portuguesa.

Confira o depoimento do professor Paulo Magalhães:

Mais uma vez, a EMEF Duque de Caxias, representada por mim, professor Paulo Magalhães, demonstra seu compromisso com a valorização das iniciativas pedagógicas.

Os motivos que levaram-me a realizar o projeto foi poder acreditar no serviço público e ter a certeza que podemos aprimorar o atendimento aos nossos alunos e que a transformação se passa pela educação. Há muitos anos tenho me posicionado e lutado pela melhoria da escola pública sempre tendo como base o pensamento de Paulo Freire. Enxerguei ali uma forma de apropriação do espaço que abre a brecha para que os alunos se reconheçam como sujeitos ativos no processo histórico. As aulas públicas são uma forma de resistência contra as tentativas de apagamento da história e dos moradores do Glicério.

O projeto tem como pano de fundo os problemas do bairro onde o aluno reside, através das aulas públicas, e tem ajudado nas ações educacionais em nossa escola. Esse projeto nasceu da necessidade de integrar alunos com o currículo da cidade, que propõe o direito à educação e que implica a garantia das condições e oportunidades necessárias para que os alunos tenham acesso a uma formação indispensável para a sua realização pessoal, para a vida produtiva e exercício da cidadania.

Nessa atividade, trabalhamos a questão da moradia na cidade de São Paulo, e especificamente no Glicério, já víamos com uma bagagem de pesquisa e visitas a alguns locais como cortiços, ocupações irregulares e pensões próximas da Praça da Sé, sempre acompanhados com alunos.

Agradeço a todos professores que diretamente ou indiretamente contribuíram para a realização do mesmo, em especial aos alunos que hoje estão no 6º ano (A, B e C) e os alunos do 5º ano (A, B e C) e seus respectivos professores.

Entretanto

Entretanto Educação
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