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16/08/2019

Professor cria atividade com videoaula de história em libras

Porvir

Sou professor da Unidade Educacional Especializada Professor, em Belém (PA). Desenvolvi um canal no YouTube, assim como uma página no Facebook, denominados “História em Libras”, em que estão disponibilizadas aulas direcionadas para a melhor compreensão dos alunos surdos.

As produções são compartilhadas também por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, sendo que, uma vez na rede, esses vídeos podem ser vistos pelos alunos em qualquer lugar, além de apoiar profissionais que atuam nas salas de recursos e professores do ensino regular que ministrem aulas para turmas com alunos surdos.

O programa do Mestrado Profissional em Ensino de História tem como exigência a apresentação de um produto de intervenção pedagógica direcionado à educação básica e relacionado ao texto apresentado na dissertação entregue ao fim do curso.

Neste sentido, uma das primeiras inquietações que me ocorreu foi: “como produzir algo que pudesse não apenas ser aplicado aos alunos surdos em uma determinada escola, mas também disponibilizado para um número maior de alunos e professores?” A resposta foi ganhando corpo a partir da disciplina História Pública que cursamos no primeiro semestre do mestrado, e através de conversas com amigos que atuam na área de produção audiovisual.

Criar um canal no YouTube e uma página no Facebook, onde podem ser disponibilizadas aulas em Libras, fazendo amplo uso de recursos imagéticos e acrescentando legenda em língua portuguesa, foi a solução encontrada para ensinar história, trazer as mídias digitais que tanto interessam aos alunos para dentro da sala de aula, garantir acessibilidade aos surdos sem excluir os ouvintes.

No dia 14 de maio de 2018, vinte e quatro estudantes compareceram à escola Luiz Nunes Direito (uma escola inclusiva onde os alunos surdos possuem a primeira matrícula, tendo a segunda matrícula na escola Astério de Campos, onde participam do Atendimento Educacional Especializado). Todos os alunos eram do ensino médio, haviam estudantes dos três anos deste nível de ensino, sendo dezessete ouvintes e sete surdos.

A atividade ocorreu no turno da manhã no auditório da escola. A primeira vídeo aula produzida tem sido aplicada em vários outros espaços escolares, tanto em escolas especializadas, como em escolas inclusivas.

Após a aplicação da videoaula, damos início a um debate, onde os alunos (surdos e ouvintes) têm refletido tanto sobre as questões de acessibilidade dos alunos surdos aos conteúdos escolares, como também acerca da temática tratada na aula, uma vez que o primeiro vídeo trata dos movimentos sociais, tema sugerido pelos alunos surdos durante a pesquisa para o mestrado.

Ernesto Padovani Netto
Graduado em História pela Universidade Federal do Pará (UFPA) - 2006. Concursado como docente da Secretaria Executiva de Estado de Educação (SEDUC), desde 2008, atuando, na modalidade Educação Especial do Estado do Pará no ensino de História para alunos surdos na escola especializada Professor Astério de Campos, desde 2012. É especialista em Educação Especial com ênfase em inclusão pela Faculdade Ipiranga (2013), e Mestre em Ensino de História pelo Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História (PROFHISTÓRIA), polo UFPA, - Campus Ananindeua.

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