01/07/2019

Estudo aponta que mercado de franquias de educação se reinventa e vive novo momento

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou esta semana o estudo denominado Diagnóstico Setorial de Educação 2019, que aponta que a área está se reinventando no universo de franchising. Conduzido pela área de Inteligência de Mercado da entidade, o estudo foi realizado por amostragem: 53% das redes de educação associadas do setor participaram.

O segmento de Serviços Educacionais é um dos pioneiros no franchising brasileiro, tendo representantes com décadas de história e 8 redes entre as 50 Maiores. De acordo com dados da ABF, as redes de franquias de educação faturaram R$ 11,400 bilhões em 2018. Já no primeiro trimestre de 2019, a receita foi de R$ 2,8 bilhões, um crescimento de 8,1% em relação a igual período do ano passado. Em número de unidades, o setor de Serviços Educacionais contabilizou 15.979 operações, o que corresponde a 10,4% do total de 153.704 unidades do setor de franquias. Quanto ao número de marcas, o segmento registrou 279 (9,7% das 2.877 redes do franchising).

O segmento educacional no setor de franquias tem muito mercado a ser explorado no Brasil. Dados do British Council indicam que apenas 1% dos brasileiros tem alguma fluência em inglês. Já em outro estudo, a Nielsen apurou que 8% da população têm intenção de estudar o idioma.

“Nunca se falou tanto em educação e no franchising não é diferente. Atentas a tudo o que envolve a sociedade em geral, as franquias educacionais criam diversas oportunidades de negócios para quem deseja empreender”, afirma Sylvia Barros, coordenadora do Comitê de Educação da ABF. “Educação é uma questão de propósito. Sabemos que estamos contribuindo para a evolução das pessoas e formando cidadãos para o mundo”, completa.

O estudo aponta que, nesse novo momento, as redes de educação criaram modelos de negócios com o objetivo de atender as atuais demandas da sociedade. Oferta de cursos híbridos (parte das aulas presenciais e parte online), bilíngues, in school (aulas em estabelecimentos de ensino parceiros), em período integral e home-based (unidades sem ponto comercial, atuando na casa do franqueado ou na do aluno) são as principais. As escolas tradicionais ainda predominam, com 87% de participação; modelos híbridos já são adotados por 35% delas e in school por 33%.

Outra evidência da transformação tecnológica é que a maior parte (68,5%) das redes contempla plataformas digitais em suas metodologias de ensino. Em termos de carga horária, o estudo identificou uma diferença clara entre as redes de treinamento, capacitação e cursos profissionalizantes, cuja carga semanal média é superior a 10 horas, enquanto as de idiomas é de até 4 horas.

A quantidade média de alunos por unidade se mostrou representativa, com 61,4% com mais de 200 estudantes.

O estudo trouxe dois dados importantes para quem pretende investir no setor: para 53,2% dos franqueados da amostra, o ponto de equilíbrio ocorre, em média, entre 6 meses e 1 ano; enquanto para 57% dos franqueados o prazo médio do retorno sobre o investimento ocorre entre 1 e 2 anos. Além disso, o ticket médio em 2018 foi de R$308,36, 9,5% do que no ano anterior.

“Esses dados evidenciam um segmento com indicadores sólidos e opções de investimento atrativas tanto em termos de rentabilidade como em termos de tamanho. Além disso, identificamos que, além das tradicionais escolas de idiomas, estão crescendo subsegmentos como escolas de tecnologias (robótica e programação), capacitação profissional e treinamento, reforço escolar e tutoria”, avalia Vanessa Bretas, gerente de Inteligência de mercado da ABF.

O estudo revelou, ainda, tendências como redes de educação mais presentes nas escolas tradicionais. As parcerias entre elas têm gerado bons resultados e tendem a se intensificar. De acordo com Sylvia, “o mercado de franquias de educação tem soluções que podem ajudar as escolas tradicionais a mudarem, levando sua expertise para dentro dessas escolas, gerando bons resultados para todos: estudantes, escolas e franquias”.

A interiorização é outra forte tendência no segmento de Serviços Educacionais. Segundo a gerente de inteligência de mercado da ABF, observa-se que há uma presença maior de marcas de educação em cidades menores, onde também existe uma demanda reprimida por ensino de idiomas, profissionalizante, tecnologia e outros ramos de atuação das franquias desse segmento.

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