17/08/2021

Da formação docente ao aprendizado integral da segunda língua

Para uns, um hobbie. Para outros, uma necessidade. Daí nasce a busca pelo equilíbrio entre as delícias de aprender a segunda língua e imergir em um mundo repleto de oportunidades: de negócios, de conhecer outras culturas, de alcançar o tão sonhado título de profissional bilíngue. Num país onde apenas 5% das pessoas sabem se comunicar em inglês e apenas 1,5% destes têm fluência, de acordo com estudo da British Council, muitos são os desafios observados por especialistas no segmento.

Para falar mais sobre o tema sob a perspectiva da formação docente e do aprendizado integral do segundo idioma, a Pearson, maior empresa de aprendizagem do mundo, reuniu grandes nomes do bilinguismo em um painel virtual, gratuito e ao vivo, na última semana. O Two Languages foi conduzido por Juliano Costa, VP de produtos educacionais da Pearson Latam, e contou com a participação de Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV e integrante da Comissão Global sobre o Futuro do Trabalho da ONU, Ariovaldo Alberto da Silva Junior, neurocientista especializado em aprendizagem ativa e persuasão avançada, Cristine Conforti, especialista em escrita criativa e responsável pelo Programa Brasileiro, modelo de design educacional intercultural e interdisciplinar, e Renata Condi de Souza, doutora e mestre em linguística aplicada e especialista em educação e tecnologia educacional. 

A importância do protagonismo do professor, da capacitação docente e o acesso precoce à segunda língua foram os principais aspectos abordados no painel.

Metodologias ativas e educação básica marcaram primeiro dia de evento

Sob a ótica da neurociência, Ariovaldo se debruçou sobre os conceitos de inbounding marketing para inaugurar uma nova era do ensino-aprendizado bilíngue. Ao que chamou de Inboud Education, o neurocientista explorou os conceitos de metodologias ativas e do incentivo à imersão do idioma na infância para falar sobre como o cérebro funciona quando está aprendendo outro idioma. “No marketing temos sempre a cultura de fazer as pessoas mudarem o seu comportamento. No universo da aprendizagem, podemos evoluir para um modelo do interesse”, disse Ariovaldo.

Além do reforço sobre a importância do uso das metodologias ativas no aprendizado, o acesso ao bilinguismo na educação básica  é outro assunto que ganhou proporção recentemente. Estados como Rio de Janeiro e São Paulo estão incorporando aos seus currículos o aprendizado de idiomas no Ensino Fundamental I, para incentivar o contato com a Língua Inglesa desde a infância.

Para Claudia Costin, ações como essas vão de encontro aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Organizações das Nações Unidas, que prevêem um conjunto de ações e práticas a serem implementadas até 2030. Claudia lembrou sobre as metas específicas em aprendizagem para promover educação inclusiva, equitativa e de qualidade para meninos e meninas em todo o mundo.

“É fundamental lembrar que o inglês é a língua franca, importante para o exercício da cidadania, que ensina a cultura associada do idioma e constrói o ensino com interculturalidade”, disse Claudia.

Claudia lembrou que é necessário termos escolas em que todos aprendam com qualidade e equidade, onde alunos e professores trabalhem colaborativamente, que possibilite que os alunos se reinventem, onde os saberes não estejam fragmentados. “Precisamos de uma escola que nos conecte com o mundo”, completou.

Segundo dia tratou de formação docente e o propósito do ensino bilíngue 

No segundo encontro do painel virtual, Renata Condi abriu o debate sobre os desafios da formação docente. A especialista em tecnologia educacional falou sobre os cenários e as possibilidades do ensino integral do segundo idioma.

À Entretanto, Renata falou sobre como a educação tem incorporado, com muita propriedade, tecnologias usadas no ensino de línguas e inovações tecnológicas. “As tecnologias colaborativas favorecem práticas e usos da língua de maneira interacional e autêntica. Recursos abertos, que permitem que docentes sejam autores e produtores e não apenas consumidores de tecnologia, também devem se mostrar cada vez mais presentes nas escolas, pois são formas de garantir a personalização e a diversificação da aprendizagem”

Para Cristine, portanto, o foco e o propósito do ensino bilingue é a formação individual do aluno. “Não há receita, mas surtirão os efeito desejados algumas boas práticas como atrelar os processos bilíngues aos resultados bilíngues, uso de práticas criativas e dinâmicas com as chamadas metodologias ativas, um bilinguismo ativo e não subtrativo com uma integração das línguas, aprendizado baseado em problemas, projetos e centralizado no aluno”, disse.

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