19/06/2020

Como incluir atividades pedagógicas que abordam o movimento LGBTQIA+

Os professores estão num papel de constante transformação. Se antes era quase tabu falar sobre identidade de gênero e orientação sexual nas escolas, hoje torna-se fundamental! Isso porque essa repressão em debater temas sociais pode levar ao bullying e causar efeitos irreversíveis nos jovens. Percebemos o poder que a educação possui para transformar o mundo.  Por isso, se não pensarmos em propostas pedagógicas que acabem com estas discriminações, continuaremos produzindo violências e exclusões.

Este texto é um convite para ampliar o debate sobre identidade de gênero e orientação sexual nas escolas. Profissionais da educação ocupam lugares privilegiados para essa mudança social que tanto esperamos. Foi pensando assim que elencamos 4 atividades que abordam a diversidade. Em especial, nesta semana do orgulho LGBTQIA+, queremos dar o primeiro passo para refletir e, assim, transformar.

1.Explique cada sigla: Muitos alunos possuem dúvidas quanto o que significa LGBTQIA+. Alguns acreditam que diz respeito à orientação sexual, mas, na verdade, falar também sobre identidade de gênero – como é o caso de pessoas transexuais e travestis, por exemplo. Por isso, para explicar esses questionamentos, marque uma videoconferência com os alunos para que falar sobre o que é o movimento LGBTQIA+. Confira aqui um glossário especial que fizemos!

 

2. Conte a história: Para falar sobre o movimento LGBTQIA+ é necessário contar sua história desde o começo, quando houve a Revolta de StoneWall, nos Estados Unidos. Foi a partir da repressão policial contra homossexuais que grupos começaram a se organizar para acabar com esta violência. Na época, um nome foi crucial para que a revolução fosse feita. Marsha P. Johnson liderou os protestos que aconteceram nos Estados Unidos. A travesti tornou-se uma figura essencial para esses primeiros anos de luta.

 

3. Traga referências para as aulas: Uma maneira de dar visibilidade e repreender todo o preconceito atribuído é sempre levar exemplos de pessoas do movimento LGBTQIA+ para os conteúdos compartilhados. Minorias foram essenciais e marcaram, por diversas vezes, lutas e revoluções. Pesquisa mais sobre qual pessoa transexual, travesti, homossexual e etc. contribuíram para o tema que irá abordar em sala de aula. A trajetória deste grupo é longa!

 

4. Atividades práticas: Como educadores, sabemos que para a retenção do aprendizado é necessário uma atividade em que os alunos colocarão em prática todo o ensinamento. Uma dica é pedir para que eles organizem campanhas contra as discriminações. Outra tarefa é separar a classe em grupos e dar uma sigla do movimento LGBTQIA+ para que os alunos pesquisem e apresentem um trabalho.

 

Compreendemos que cada professor aborda o tema de uma maneira. Este texto é apenas um guia para você. Fique à vontade para adaptar conforme a sua realidade.

Já trabalhou o tema em sala de aula? Compartilhe conosco! Mande e-mail para entretanto@pearson.com que iremos publicar o seu conteúdo aqui!

 

 

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