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13/03/2020

Como a escola pode despertar meninas e mulheres para as ciências e tecnologia

Veja projetos e iniciativas que estimulam a valorização das mulheres nas áreas de exatas

Segundo o IBGE, apenas 20% dos profissionais que atuam no mercado de TI são mulheres. Segundo a Universidade de Campinas, elas são a minoria nas matrículas para os cursos de ciência. E a raiz do problema pode estar atrelada à educação.

“A desigualdade de gênero afeta não somente a percepção sobre a identidade e individualidade de meninos e meninas, mas também a educação e os referenciais que elas recebem do que podem ou não fazer, de acordo com o que o ideal social de feminilidade e masculinidade determina”, disse a consultora pedagógica da Pearson, Jaqueline Lopes.

Jaqueline lembra que, quando o assunto é a escolha de uma profissão, é comum meninas se afastarem de suas reais áreas de interesse por receio de sofrerem preconceitos. “Daí, a importância de estimular o contato com a diversidade na infância”, disse a coordenadora.

E é justamente com essa motivação que Cynthia Helena Fuschini Feliz Dias, coordenadora da E.E Professor Suetonio Bittencourt Junior, em Santos, coordena as atividades dos alunos na unidade. Na escola de período integral, as alunas são frequentemente estimuladas a, mais do que participar, estar à frente de projetos científicos como o Clube Curiosidades das Ciências, monitoria de composteira para diminuição de lixo orgânico e Olimpíadas de Física e Astronomia.

“Nós percebemos aqui que a relação das meninas com o conhecimento se torna cada vez mais estreita. Elas se tornam cada vez mais donas dos saberes, mais certas de que mulheres fazem ciência, sim. E ciência com qualidade”, disse.

Mulheres inspiradoras

Ao perceber que os currículos escolares não mostravam as mulheres da mesma maneira que mostravam os homens, Raphaelle Godinho, ex-aluna da rede pública e estudante universitária de Relações Internacionais, criou o Projeto Resgatando e Valorizando a Mulher.

O projeto teve início em 2017, na E.E. Professor José Pinto do Amaral, em Mairinque, e consiste na realização de palestras sobre a representatividade feminina em áreas como a matemática e a pesquisa científica, cuja presença masculina é superior à de mulheres.

Além de formar o pensamento crítico de jovens da comunidade, Raphaelle afirma que o projeto tem como objetivo despertar as meninas para áreas de atuação que eram, inclusive, desconhecidas por algumas alunas. “É muito gratificante quando recebemos o feedback dos alunos e até dos pais, dizendo que as meninas passaram a se envolver mais com as áreas de exatas pois não tinham acesso a figuras de mulheres que também atuam nessas áreas”, disse.

O projeto é aplicado em regiões carentes e envolve estudantes de todas as idades, com exposição de banners informativos, eventos com dinâmicas, debates e exibição de filmes.

Mulheres que marcaram a Educação no Brasil

 

Mulheres e o mapa do coronavírus

Em março, a equipe brasileira do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) realizou a descoberta, em apenas dois dias, após a primeira identificação da doença no Brasil.

A novidade é que este trabalho, que teve grande importância para os estudos relacionados ao Covid-19, foi desenvolvido por um grupo formado por mulheres. Ingra Morales, biomédica especializada em Hematologia Tropical e doutoranda da USP, Jaqueline Góes de Jesus, coordenadora da pesquisa, e a pesquisadora e professora Ester Sabino.

Open Box da Ciência

Quer saber mais o quanto as mulheres têm contribuído com projetos científicos? O projeto Open Box da Ciência mergulhou em bases de dados oficiais para identificar as mulheres cientistas com contribuições importantes para a pesquisa em cinco áreas do conhecimento. Clique aqui e conheça o projeto.

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