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10/12/2019

Caminhos para aumentar e desenvolver o hábito da leitura

Conheça os benefícios e a importância de ler e adquirir conhecimento e saiba como pequenos hábitos leitores podem indicar grande evolução pessoal

De acordo com dados do IBGE, cerca de 11,3 milhões de brasileiros permanecem sem saber ler e escrever. O analfabetismo resiste à era da superinformatização em que a comunicação se faz por mensagens de texto e a informação chega através de notícias escritas, por exemplo. Um problema que não reflete apenas nos indicie de pessoas que não leem, mas que, por não lerem, são incapazes de se adaptar às mudanças sociais e culturais.

“Uma pessoa que não adquire capacidades leitoras fica em situação desigual em relação àquelas que praticam leitura. Se eu não me desenvolvo como cidadão crítico e reflexivo, por exemplo, como interagir e me posicionar diante das situações cotidianas? Como interpretar a realidade? Como lutar pelo exercício de direitos? Um leitor não apenas decodifica um texto. Mas compreende o que se lê para agir e transformar o próprio conhecimento – e assim poder contribuir para uma sociedade melhor”, disse a coordenadora pedagógica do time da Pearson, Caroline Raniro Lima.

De acordo com Caroline, no âmbito escolar, é um engano acharmos que a leitura impacta apenas no componente curricular de língua portuguesa. Mas impacta também e diretamente na relação com os demais componentes, como matemática, ciências, historia e geografia. Se um aluno não lê e, portanto não desenvolve a capacidade de interpretar fatos, como se dar bem ao resolver um problema matemático ou estabelecer relações para diferentes situações históricas? Como opinar criticamente sobre uma experiência científica ou posicionar-se sobre uma suposta guerra civil?

“O universo leitor transcende os muros da escola. Se a prática é bem-sucedida no contexto escolar, ela vai ser refletida nos demais espaços que o leitor frequenta. Se ele adquire competências leitoras no ambiente escolar, as chances de ser competente também na vida aumentam: vai ser capaz de dialogar criticamente, vai ser capaz de resolver problemas reais, vai ter criatividade para enfrentar desafios, vai ter mais condições de protagonizar situações e outras tantas possibilidades”, disse.

É assim que também pensa a engenheira de alimentos e ex-aluna do Colégio Instituto Educação Milênio COC, de Santa Rosa de Viterbo (SP), Maria Clara Queirós, que experimentou, em seu cotidiano, os benefícios de evolução oferecidas pela leitura.  “A criatividade ao ler me abriu novos horizontes para enfrentar os desafios diários, porque eu consigo aplicar muito do que li em situações reais.”, disse.

Leitura e escrita

Além de favorecer o aprendizado de conteúdos específicos, a leitura também aprimora a escrita. Isso ocorre porque a escrita se configura como um registro visual que se relaciona às palavras ditas ou lidas. Neste sentido, uma pessoa que lê, apresenta maior repertório para representar em palavras escritas aquilo que deseja expressar. “Uma pessoa leitora também escreve melhor – uma vez que assimila a grafia das palavras e seu repertório de palavras é ampliado”, explicou Caroline.

Ou seja, quanto mais se lê, maior a capacidade de acesso ao conhecimento – que quando adquirido, pode ser registrado. Quanto maior a convivência em ambientes letrados, em que pessoas leem e se relacionam com a cultura escrita, maior também o conhecimento que as crianças terão das palavras as propulsionando para a escrita impressa – quando assim lhes for ofertada essa possibilidade. “As capacidades de leitura e escrita devem caminhar juntas e logo se adquire uma, se promove outra”, completou a coordenadora.

Leitura x Tecnologia

Você é do time que acha que as tecnologias têm feito com que as pessoas se interessem menos pela leitura ou que tecnologia e leitura se convergem? Antes de mais nada, saiba que tecnologias vêm apresentar outra forma de as pessoas se comunicarem com o mundo. “É um engano acharmos que crianças e jovens, por exemplo, não leem. Eles leem. Só que não leem da forma como talvez, nós adultos gostaríamos que eles lessem. Eles escrevem também; praticam a escrita. Porém talvez não da forma como nós consideramos que eles devessem escrever”, lembrou Caroline.

A forma de se comunicar mudou no século XXI – mas a comunicação acontece. A coordenadora lembra que é preciso evitar armadilhas na internet, já que estamos vivenciando uma época em que o volume de informações e, sobretudo textos, é imenso. As redes sociais são exemplos disso. A informação está disponível e o acesso é viável a grande parte da população. Não sentimos mais a mesma necessidade de anos atrás de irmos até a uma biblioteca, por exemplo, para pesquisar sobre algum assunto.

Se por um lado isso é bom, por outro é arriscado. “Há muitos equívocos nas publicações atuais e esses precisam ser identificados. A informação disponível pela internet não é suficiente para aquisição de conhecimento. Quantidade nem sempre significa qualidade. É preciso estar atento e buscar boas referências”, disse.

 

Veja abaixo algumas dicas para aumentar e desenvolver o hábito da leitura

 

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