15/03/2022

Brasileiros acreditam que é possível reverter os impactos das mudanças climáticas

A quarta parte da Global Learner Survey (GLS), pesquisa da Pearson, ouviu pessoas com idades entre 16 e 70 anos em cinco países (Brasil, China, Estados Unidos, México e Reino Unido) para entender o que as pessoas pensam sobre as mudanças climáticas e como se sentem sobre a educação e as informações que recebem sobre o assunto. 

Em tempos de inúmeras debates e ações de ativismo sobre os efeitos do homem na natureza, os entrevistados estão divididos sobre a inevitabilidade do impacto das mudanças climáticas. Brasil e México são os mais otimistas: dois terços dos entrevistados nesses países (ambos com 64%) acreditam que os efeitos das mudanças climáticas ainda podem ser evitados. Os brasileiros (71%) também lideram o grupo de entrevistados que atualmente estão tentando se informar sobre as questões climáticas.

Convidamos a ilustradora mexicana @DulceNoPronto pala ilustrar a quarta parte dessa pesquisa. Confira:

Curiosamente, apesar do acesso às redes sociais ser alto, essa fonte de informação está entre as menos confiáveis para os participantes (51%). As mais confiáveis são experiência pessoal (77%), livros (76%) e filmes (72%).  

A experiência pessoal parece ter um grande peso, de fato. 84% dos entrevistados em todo o mundo dizem que, depois de aprender mais sobre as mudanças climáticas, eles agiram em suas próprias vidas para reduzir seu impacto. 

Outras descobertas desta edição da Global Learner Survey incluem:  
  • Aproximadamente metade dos entrevistados em todo o mundo (55%) afirmam que provavelmente procurarão emprego em uma área que tenha um impacto positivo direto sobre o meio ambiente. México 68%, Brasil 63% e China 62% lideram os índices. 
  • Mais da metade dos entrevistados em todo o mundo (58%) não sentem que os tópicos relacionados ao meio ambiente foram ensinados de forma adequada quando eles estavam na escola. O Brasil está na contramão desse índice, com 44%. 
  • Mais da metade dos entrevistados em todo o mundo acreditam que as crianças devem começar a aprender sobre as mudanças climáticas na escola primária ou antes. Brasil e México são os dois países que preferem começar essa educação já na fase pré-escolar, com 48% e 51%, respectivamente. 
  • Profissionalmente, essa questão também parece pesar. Mais da metade dos brasileiros (53%) e dos mexicanos (54%) acreditam que é muito importante que as suas carreiras tenham um impacto ambiental positivo, enquanto EUA (28%), Reino Unido (19%) e China (28%) tem índices mais baixos. 

Sobre a pesquisa:

A Pearson conduziu o estudo em parceria com a Morning Consult, empresa global de inteligência de dados sediada nos Estados Unidos. Ao todo, foram ouvidas 5.000 pessoas com idades entre 16 e 70 anos, por meio de entrevistas online, entre os dias 26 de outubro e 2 de novembro. Os resultados são representativos da população com acesso à internet em cada país, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.  

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