15/05/2019

Congresso na Bett Educar 2019 mostra como transformar uma escola convencional em inovadora

Entretanto

Referência em inovação na educação e nas metodologias ativas, o educador, pesquisador e professor da USP (Universidade de São Paulo), José Moran, liderou um congresso sobre como transformar uma escola convencional em inovadora contando sua história.

Quando ainda era apenas um aluno, há cerca de 30, ele já se questionava constantemente sobre o que seria a escola do futuro. “Pensei que a escola mudaria, mas não tanto”, conta. Para descobrir algumas respostas, juntou-se a um grupo de estudantes e especialistas para criar projetos de pesquisa sobre o assunto.

Uma das descobertas à época foi uma premonição sobre 2019: hoje em dia aprende-se em qualquer lugar. “Concluímos que com a facilidade da tecnologia, iria existir o aprendizado personalizado. Hoje em dia é possível aprender a todo o momento”, finaliza.

Os avanços na área da educação são perceptíveis. Existem muitos grupos e startups com propostas disruptivas, modernas e avançadas que se encaixam na personalização do ensino. Porém, Moran questiona. “Uma situação me provoca, no bom sentido, e ao mesmo tempo me assusta. Há 30 anos pensávamos como transformar as unidades de ensino e atualmente continuamos com essa dúvida. A transformação parece fácil intelectualmente, mas e a escola?”

O caminho, segundo o especialista, não é fácil, mas é possível. De acordo com Moran, é preciso unificar alguns fatores. “Um líder com visão e que quer aprender e um grupo de docentes com a mesma visão podem realizar a transformação”, ressalta o educador, Em seu blog, ele apresenta uma série de textos sobre o assunto. Além disso, expôs outros pontos, como:

  • Gestores que aprendem

  • Sinalização clara de direcionamento nas transformações. Alinhamento nas expectativas

  • Equipe de inovação com professores, gestores, alunos e pais engajados

  • Formação e compartilhamento de experiências com metodologias ativas

  • Redesenho progressivo das salas

  • Melhoria da infraestrutura tecnológica

  • Equilíbrio entre o modelo pedagógico e a sustentabilidade financeira

  • Elaboração e acompanhamento de indicadores que meçam o impacto dessas inovações na aprendizagem, na retenção dos estudantes e na captação de novos.

E ele ainda deu um dica de ouro, que é a de testar em pequena escala algumas ideias antes de partir para projetos maiores. “Crianças e jovens que falem sobre os projetos desenvolvidos com os pais e gostem de ir às aulas geram bons resultados, além de famílias que participam ativamente”. Outros dois pontos também valem análise como equipe docente bastante estável e propostas que valorizem a inovação, experimentação e criatividade.

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