15/05/2019

Como o mundo 4.0 influencia na gestão escolar foi tema de congresso na Bett Educar 2019

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O diretor do Instituto Singularidades, Miguel Thompson, abriu o ciclo de congressos da Bett Educar 2019 para falar sobre a gestão escolar no mundo 4.0. O ex-consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento das Nações (PNUD), começou sua contextualização com rompimento tecnológico desde a época de Johannes Gutenberg, que desenvolveu no século 13 um sistema de impressão de tipos móveis e deu início a Revolução da Imprensa e os modelos de ensino presentes na época, muito ligados ao positivismo. Professor de ensino básico por 25 anos, ele passou também por outros períodos da história, com as revoluções industriais, a bomba atômica de 1945, a reviravolta cultura dos anos 60 com os hippies norte-americanos e os tropicalistas brasileiros, chegando à ascensão dos modelos tecnológicos dos dias de hoje.

Enquanto caminhava pela linha do tempo e se apresentava para cerca de 300 pessoas, ele lembrou que na época marcada pelo festival de Woodstock, a chegada do homem à Lua e efervescência das reivindicações de negros e LGBTs pelos direitos civis e da subjetividade humana, ensino positivista da época faz com que famílias estranhem quando a escola apresenta debates e conflitos dentro da sala de aula: “A escola herdou esse conceito, de que qualquer contraponto é visto como problema e segue nesse modelo até os dias de hoje”, ressalta Thompson ao falar sobre a prática de manter alunos sentados e professores explicando.

Antigamente, o pai era o centro da família, nos dias de hoje é o adolescente e Thompson usa Eros e Psiquê para exemplificar esse tema ao falar que a fábula representa o despertar das paixões característica ao jovem e completa: “Ampliar a psique do jovem, a paixão, é o grande desafio dos gestores”.

Portanto, o tema é desenvolvido a partir do entendimento de que pessoas são diferentes e que o principal desafio da gestão nos dias de hoje é entender as diversas características dos alunos. Em termos práticos, Thompson afirma que a melhor forma é analisar e sintetizar os problemas. “Analisar é decompor uma situação maior, em situações menores e sintetizar é a capacidade de entender esse ambiente e criar regularidades” e completa: “A grande capacidade do século 21 é a capacidade de síntese”.

Um terceiro ponto é a imaginação, Thompson afirma que as escolas são pouco imaginativas e que o acesso massivo as tecnologias culminaram em poucos exercícios de imaginação e o enfraquecimento das relações sociais.

O grande desafio para ele é o rompimento da conexão tecnológica e o resgate da conexão humana. “Só conseguiremos fazer esse trabalho ao oferecermos situações mais interessantes. O gestor deve criar uma comunidade humanizada, um espaço de troca e compartilhar a sua gestão”. Com a diversidade como grande característica desse século, é importante focar energia em frentes de atuação variadas e flexibilizar a coordenação dos espaços e projetos.

Outro ponto é a trazer a cultura infanto juvenil para dentro da sala de aula e mostra exemplos de boas práticas como o museu holandês Rijksmuseum que criou perfis de Facebook para pintores famosos.

Para finalizar, Thompson apresenta o conceito dos 6 C´s: comunicar, conectar, criatividade, cooperação e colaboração e afirma que a próxima revolução industrial será a do algoritmo.

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