18/02/2022

Justiça social: estamos perto ou longe de alcançá-la?

Declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU), 20 de fevereiro é lembrado como o Dia da Justiça Social. A data tem o objetivo de promover reflexões sobre o combate à discriminação, o preconceito e as desigualdades. Acreditamos que os caminhos para uma sociedade livre de estigmas seja a educação e a conscientização sobre o papel que cada um tem no acolhimento das diversidades e, por que não dizer, na vida do outro?

… para compreender melhor a importância do tema, vamos aos dados:

De acordo com o IBGE, o gênero feminino representa 55,1% dos estudantes nas universidades e 53,5% na pós-graduação, mas apenas 34% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Ou seja, embora elas sejam maioria nos ambientes de educação secundária, são minoria nos cargos de alto escalão.

Por isso, promover a equidade de gênero com oportunidades iguais para homens e mulheres no ambiente de trabalho é uma forma de potencializar os esforços na promoção da justiça e igualdade social.

Mas como se faz isso? Caso você esteja em um cargo de liderança, por exemplo, é possível ouvir suas colaboradoras, criar recrutamentos exclusivos para mulheres, estar atento e tomar medidas contra assédio, além de buscar meios de garantir equidade salarial.

Ações como essas podem representar benefícios para todos os atores envolvidos dentro da organização, pois garante mais produtividade para os times, desenvolvimento sustentável e apoio para uma melhor reputação da marca no mercado.

Embora os benefícios sejam visíveis e palpáveis, quando falamos sobre a população negra e outros grupos marginalizados, os cenários podem ser ainda piores:

A hora e a vez da diversidade

Quando longe das nossas bolhas e confrontados com a dura realidade dos dados, percebemos que, com a diversidade cada vez mais ganhando voz nas pautas sociais, é também papel das empresas garantir o acesso e o acolhimento de pessoas de diferentes raças, culturas e identidades, nas ações corporativas em andamento e mesmo antes disso: nos processos de seleção. 

Ações que impactem no sentimento de pertencimento de todas as pessoas, do começo ao fim, pode ser o ponto de partida para nos aproximarmos de uma realidade ideal e justa.

Veja abaixo 5 atitudes simples que podem mudar a vida das pessoas que se sentem marginalizadas e excluídas:
  1. Dirija-se às pessoas de diferentes gêneros com o pronome que elas escolheram. Lembre-se que o Nome Social é um direito garantido por lei;
  2. Apoie a criação de espaços onde as pessoas negras tenham as mesmas oportunidades de fala, escuta e ascensão profissional que pessoas brancas;
  3. Promova atividades e debates de visibilização e valorização de  pessoas com mais de 50 anos, para que elas se sintam inseridas e pertencentes; 
  4. Crie eventos e ambientes com práticas inclusivas e acessíveis para que pessoas com deficiências também se sintam à vontade;
  5. Elimine piadas e expressões sexistas que reforcem estereótipos de gênero. 

ASSISTA: Série: professores plurais com Rita Von Hunty

Entretanto

Entretanto Educação
Avalie o artigo
[Total: 0   Average: 0/5]
COMPARTILHE
PARTICIPE
Faça seu login
Avalie o artigo
[Total: 0   Average: 0/5]
COMPARTILHE
Recomendados
Outras matérias da mesma editoria