08/03/2022

Inglês: autonomia e liberdade para mulheres

Você já ouviu alguém dizer que o inglês empodera? Seja para concorrer a uma vaga em uma empresa global, participar de processos de imigração, estudar em uma faculdade internacional renomada ou simplesmente para sair por aí sem depender de nada ou de ninguém para se comunicar. 

Acontece que, para algumas mulheres, saber falar inglês representou uma verdadeira transformação de vida e, hoje, na Entretanto, vamos conhecer as histórias dessas mulheres modificadas e empoderadas pela fluência no idioma!

Linguagem global para transformar e criar pontes

Carolina Barbosa Lindquist (18), nasceu em Engenheiro Coelho, interior do estado de São Paulo. Autodidata e ainda muito jovem, enxergou a necessidade de democratizar o acesso à Língua Inglesa, e criou o Globalizando, projeto social com aulas gratuitas de línguas estrangeiras e ensino sobre a agenda 2030 da ONU, com base em temas atuais de interesse dos jovens brasileiros em situação de vulnerabilidade social.

“Conseguir ensinar inglês para a minha comunidade foi, com certeza, uma mudança muito grande para eu perceber que eu podia fazer algo por outras pessoas e compartilhar conhecimento. Então, sem sombras de dúvidas, falar inglês foi importante para eu entender que eu podia transformar e ser transformada. Além disso, trabalhamos com pessoas que querem ensinar, aprender e criar pontes”, contou.

O Globalizando já transformou a vida de mais de 1.500 pessoas, entre mentores e mentorados, no Brasil.

De jornalista a professora

Existem diversas maneiras para aprender outro idioma, desde o aprendizado formal (com professor particular, escolas de idiomas ou na educação pública), ou mesmo de maneira autônoma (ouvindo músicas, assistindo séries e entre outros modos independentes). Essa segunda opção foi o modelo que Marina Camargo (30), que hoje também leciona Língua Inglesa, teve os seus primeiros contatos com o idioma.

“Foi um processo praticamente autônomo, não estudei inglês numa escola. Desde os 13 anos eu me interessava pela Língua e sempre gostei de assistir séries, filmes e programas em inglês”, disse.

Marina também contou sobre a relevância que seu intercâmbio teve no processo de aprendizagem e como foi o início da transformação da sua carreira. Ela que é graduada em Jornalismo e atuava em assessoria de imprensa, hoje é professora de inglês no Brasil, e reforça que falar inglês é sinônimo de autonomia, confiança, liberdade e independência financeira.

“Hoje, 70% dos meus alunos são mulheres. Acredito que o inglês pode possibilitar mais liberdade e independência de comunicação e de muitos outros aspectos da vida para elas. Tenho alunas que moram fora do país e não se sentiam confiantes para falar inglês sozinhas e sempre dependiam do marido ou de outras pessoas para se comunicar. Proporcionar essa liberdade para elas é incrível”, declarou. 

Independência em solo canadense  

Mulheres que possuem o domínio da língua inglesa conseguem se emancipar socialmente e economicamente, pois o idioma possibilita esse crescimento pessoal e profissional. Laís Capel (29) mora no Canadá, desde setembro do ano passado, e conta que o inglês possibilitou as melhores experiências na vida dela, como também, independência em todos os aspectos possíveis. 

“Hoje, eu consigo me comunicar, me conectar com as pessoas aqui, algo que sempre foi meu maior medo na minha mudança de país, porque eu sou uma pessoa muito relacional e tinha muito medo de não conseguir me conectar com as pessoas aqui por causa do meu inglês. Hoje, não dependo do meu marido para resolver as coisas que preciso, tanto burocracia quanto coisas do dia a dia, como pedir uma comida e ir ao mercado”, diz. 

Além disso, Laís conta que recentemente veio a conquista profissional, que só foi possível graças à fluência no idioma.

“No começo de 2022, consegui uma vaga na minha área (HR Recruiter) coisa que nunca imaginei que aconteceria tão rápido aqui, porque sei que para trabalhar como recursos humanos, você tem que ter um nível de inglês muito bom e surpreendentemente eles acharam meu inglês capaz para ingressar na empresa”, conclui, Capel. 

Autonomia é palavra de ordem

Além do crescimento profissional que o inglês proporciona para as mulheres, o idioma também permite um aprendizado pessoal, diante da capacidade de conhecer e nos conectarmos com outras culturas. A jornalista Milena Buarque (29) conta como o processo de aprendizagem de inglês possibilitou um crescimento pessoal para a comunicadora. 

“Quando você embarca nessa de aprender inglês, você consegue trabalhar outros aspectos da sua personalidade, pois mesmo com a insegurança de não saber totalmente o idioma e você vai falar com uma pessoa, dessa maneira desenvolve a coragem, autonomia e o senso de liberdade. São características que o aprendizado de outra língua dá pra a gente”, disse.

A jornalista, que também é mestranda em História, Política e Bens Culturais, falou sobre machismo estrutural e sobre as dificuldades que uma mulher tem para se comunicar em outro idioma. “Falando ainda mais sobre mulheres, a gente lida muito com a síndrome da impostora e você vai moldando esse seu ser, tendo mais coragem de ir atrás e lidando com esses desafios”, completou Milena. 

Imbuída de metas e desafios, Milena sonha em palestrar em inglês. “Meu desejo é conseguir fazer uma boa entrevista no idioma, ao vivo. Ainda tenho uma síndrome de impostora e inseguranças, mas, sendo ambiciosa, meu desenho é fazer uma palestra em evento de comunicação para bastante pessoas. Estou me preparando para isso”, finalizou.

Elas são o poder!

Além do conhecimento do inglês, a possibilidade de vivenciar um intercâmbio colabora para o processo de aprendizado do idioma e para o crescimento pessoal, pois pode experimentar uma nova cultura e hábitos diferentes.

Camila Ornelas (36) era educadora da rede básica de ensino público, mas depois de um intercâmbio, viu a sua vida se transformar verdadeiramente.

“Eu cheguei nos Estados Unidos com inglês básico, fiquei de 4 a 5 meses dependendo das minhas amigas e do tradutor, mas chegou um momento em que percebi que se eu não colocasse a mão na massa, não evoluiria. Eu tive uma mulher que me ajudou muito a destravar meu idioma e começar a formular frases e assim fui me soltando cada vez mais até me tornar fluente. Fiquei ao todo 4 anos fora do país”, conta. 

Com toda a bagagem e vivência adquirida nos Estados Unidos, ao retornar ao Brasil tornou-se professora de inglês com foco na jornada do inglês para mulheres, para ajudar outras mulheres, assim como ela, a transformarem suas vidas.

“Existe uma Camila antes e depois do inglês, eu incentivo outras mulheres a aprenderem a língua e ajudo-as a falarem e escreverem em inglês, porque eu sei o quanto o idioma muda a nossa vida, tem a capacidade de realmente abrir nossos horizontes e mostrar para gente que somos capazes de qualquer coisa que a gente se dispor”, disse.

Hoje, Camila tem mais de 700 alunas e sente que sua profissão é muito especial, pois consegue ajudar outras mulheres adultas a destravarem o inglês.

Transformar para ser transformada

Em síntese, o aprendizado da língua inglesa é agente de mudança da vida profissional e pessoal das mulheres. Por isso, é importante que, cada vez mais, elas tenham acesso ao idioma e possam também encontrar suas histórias de esperança e transformação.

Acabei de ser aprovada em Harvard, nos Estados Unidos. Isso com certeza, não seria possível se não fosse pelo inglês”, finalizou Carolina.

Que cada vez mais possamos conhecer histórias de Carolinas, Camilas, Laíses, Milenas e Marinas. Que elas possam continuar se transformando e transformando as histórias de outras mulheres ao seu redor.

 

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