A Curva de Aprendizado

A Curva de Aprendizado

por: Sir Michael Barber

Todos ministros de Educação que encontro estão interessados em saber o que podem aprender com outros países e o que precisa ser feito para melhorar o desempenho em seus próprios países. É claro, há riscos envolvidos – nem o PISA (Programa para a Avaliação Internacional de Estudantes), nem nenhum dos rankings reconhecidos, medem tudo o que importa -, mas no geral,  é importante saber o progresso constantemente. Governos de todo o mundo estão sob pressão para conseguir melhores resultados na Educação. Como resultado, os ministros da educação estão em busca de evidências do que funciona melhor, mais do que jamais estiveram antes.
A Curva de Aprendizado é um estudo que contribui para a crescente base de evidência. Através da combinação de uma série de diferentes rankings internacionais – incluindo PISA e TIMSS, bem como medidas de competências dos adultos – obtemos um equivalente a uma pesquisa das pesquisas. Além disso, em um único banco de dados, são combinados dados sobre educação, com dados sobre os resultados de aprendizagem e os dados sociais, como emprego e criminalidade. Todos estes dados são abertos a pesquisadores e outros interessados que desejam fazer suas próprias conjecturas.
Assim como qualquer outra classificação, não é perfeita. Alguns dos dados tem limitações e tudo precisa ser abordado com cautela e ponderação. A evidência pode ajudar na tomada de decisão, porém não lhe diz o que fazer.
Mesmo assim, algumas conclusões a partir da Curva de Aprendizado podem ser claramente obtidas. Uma delas é o aumento contínuo do número de países asiáticos do Pacífico, como Singapura e Hong Kong, que combinam sistemas de educação eficazes com uma cultura que valoriza mais o esforço do que a sabedoria herdada. Outro é o grande desafio do aprimoramento de habilidades e do conhecimento na idade adulta, para as pessoas que foram deixadas de lado pelo sistema escolar. Este é um foco do relatório Curva de Aprendizado e se tornará cada vez mais importante para os países ao redor do mundo.
Estas e outras lições precisam ser debatidas e compreendidas pelos países, de modo que cada um pode aprender, de forma sofisticada, como fazer melhor. Mesmo os países com melhor desempenho no ranking da Curva de Aprendizado, estão longe de proporcionar uma educação que assegure a cada aluno esteja preparado para a uma cidadania informada e para a empregabilidade do século 21.

Os rankings e relatórios são interessantes e estimulam o debate, mas é a base de conhecimento cada vez mais profunda, que vai mudar o mundo.
Texto originalmente publicado no site da Pesquisa A Curva de Aprendizagem.

Assista ao vídeo abaixo (em inglês):

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