Brincando a gente se entende!

por: Pedro Usai

Sou educador a mais de dez anos, mas nunca esqueci de uma coisa: eu amo brincar! Por isso, procuro usar todo tipo de recurso possível para tornar as aulas mais atrativas. As lembranças de infância, assim como as brincadeiras, fazem parte das minhas práticas de ensino. E, nos últimos tempos, notei que estas práticas estão se tornando fundamentais.

Hoje em dia, os educadores têm uma concorrência “acirrada” de interesses dos alunos: internet e redes sociais fazem parte de um mundo globalizado que parece conspirar “contra” o professor, que luta pela atenção e dedicação dos alunos. Mas esta “disputa” se transforma a partir do momento que o educador propõe atividades lúdicas e desafiantes aos estudantes. A grande questão deste tipo de atividade é adaptar o conteúdo da aula de forma criativa, como um jogo no qual os alunos se tornam condutores e responsáveis pela apreensão da matéria e, consequentemente, pelo sucesso da brincadeira.

Um jogo feito por mim foi o tabuleiro de trilha. Os alunos se dividem em grupos e são responsáveis pela confecção de um tabuleiro. Ao todo, incluímos cerca de 70 casas numeradas, sendo que em 10 casas terão perguntas sobre o conteúdo trabalhado em sala de aula, elaboradas pelos próprios alunos. Outras 15 casas comportam desafios específicos (volte 3 casas, ande 3 casas, fique parado uma rodada, volte ao início e etc).

Uma regra importante é que cada grupo, em algum momento, deverá jogar no tabuleiro de outro grupo, portanto, é extremamente necessário que todos os alunos de um grupo estudem o conteúdo. Só assim serão capazes de acertar as questões criadas pelo grupo adversário. Desafio lançado, caberá ao professor responder às dúvidas que surgirão no momento da elaboração das perguntas.

É em momentos como esse que o trabalho de educador é recompensado, pois ver os alunos se empenhando e interessados em sua matéria é muito gratificante. Nosso trabalho é e sempre será fundamental.

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