Erro de fuga do tema
Um dos erros que zeram a redação do Enem mais comuns é a fuga total ou parcial do tema. Isso acontece quando o texto não responde ao que a proposta pede. Em vez de desenvolver o assunto central, o candidato escreve sobre algo parecido, mas diferente. Às vezes, a fuga é sutil. O texto fala sobre educação, mas sem focar no recorte pedido. Em outros casos, o desvio é claro e fácil de perceber.
Para entender melhor, pense na proposta da redação como um caminho bem definido. O tema indica a direção, e os textos motivadores ajudam a limitar o assunto. Se a redação ignora esse limite, a banca entende que o candidato não conseguiu cumprir a tarefa. Por isso, antes de começar a escrever, é essencial ler a proposta com calma e identificar:
- o tema central;
- o recorte sugerido;
- o problema que deve ser discutido;
- o foco social, cultural ou político indicado.
Uma fuga do tema pode acontecer por falta de atenção, nervosismo ou pressa. Também pode surgir quando o aluno memoriza uma redação pronta e tenta encaixá-la em qualquer assunto. Esse método é perigoso, porque o texto perde vínculo com a proposta. O Enem valoriza a capacidade de interpretação, não a repetição de modelos.

Uma boa prática é sublinhar palavras-chave da proposta. Se o tema fala sobre desafios da inclusão digital no Brasil, por exemplo, não basta escrever sobre tecnologia em geral. É preciso discutir a inclusão digital, seus obstáculos e impactos sociais. Se o texto abordar apenas redes sociais, aparelhos eletrônicos ou internet de modo amplo, pode haver fuga parcial.
Para evitar esse problema, o candidato deve criar um rascunho antes do texto final. Nesse rascunho, vale anotar a tese e os dois ou três pontos principais que serão desenvolvidos. Isso ajuda a manter o foco do início ao fim.
Em resumo, fugir do tema é perder a base da redação. Mesmo que o texto esteja bem escrito, a banca pode atribuir nota zero se perceber que o assunto central não foi cumprido corretamente. O domínio da proposta é o primeiro passo para uma redação segura.
Falta de coerência e coesão
A coerência e a coesão são essenciais para que a redação faça sentido. Quando elas falham, o texto fica confuso, quebrado e difícil de acompanhar. A coerência diz respeito à lógica das ideias. Já a coesão envolve os mecanismos que conectam as frases e os parágrafos, como pronomes, conjunções e expressões de ligação.
Sem coerência, as ideias parecem soltas. O leitor lê uma frase e não entende como ela se relaciona com a anterior. Sem coesão, faltam pontes entre as partes do texto. O resultado é um texto mal estruturado, que pode comprometer muito a nota.
Veja alguns sinais de problemas de coerência:
- contradições entre ideias;
- argumentos que não combinam com a tese;
- exemplos que não explicam o ponto discutido;
- conclusão que não retoma o que foi defendido.
Já a falta de coesão aparece quando o candidato repete termos demais, usa conectivos errados ou simplesmente pula de um parágrafo para outro sem ligação clara. Expressões como além disso, portanto, desse modo, por outro lado e em consequência devem ser usadas com sentido real. Não basta colocá-las no texto por hábito.
Um erro muito comum é iniciar o parágrafo com conectivos fortes, mas desenvolver uma ideia desconectada. Isso cria falsa sensação de organização. A banca percebe quando a ligação é apenas superficial. Por isso, cada parágrafo precisa manter relação direta com a tese principal.
Para melhorar a coerência, é útil responder a três perguntas durante a escrita:
- O que eu quero defender?
- Por que isso acontece?
- Como essa ideia se relaciona com a anterior?
Já para fortalecer a coesão, é importante variar os recursos linguísticos. Repetir sempre as mesmas expressões deixa o texto cansativo. Use pronomes, sinônimos e conectores de maneira natural. Também é importante evitar frases muito longas, porque elas aumentam o risco de perda de sentido.
Coerência e coesão caminham juntas. Quando o texto é claro e bem conectado, a leitura fica fluida. E isso mostra maturidade na escrita, algo muito valorizado no Enem.
Desrespeito às normas da língua portuguesa
O uso inadequado da norma-padrão é outro ponto que pode prejudicar bastante a redação. O Enem espera que o candidato escreva em linguagem formal, com atenção à ortografia, à concordância, à regência, à pontuação e à acentuação. Erros em excesso podem comprometer a compreensão e reduzir a nota.
Entre os problemas mais comuns estão:
- troca de letras e palavras com grafia incorreta;
- erros de concordância verbal e nominal;
- uso errado de crase;
- pontuação mal aplicada;
- frases sem sujeito claro;
- divisão inadequada de períodos.
Um texto com muitos deslizes transmite a impressão de pouca revisão. Mesmo um bom conteúdo perde força quando a forma está fraca. O leitor pode até entender a ideia geral, mas a qualidade do texto cai. Em uma prova tão importante, isso pesa bastante.
É importante lembrar que a norma-padrão não exige linguagem difícil. O objetivo não é escrever palavras rebuscadas, e sim escrever com correção e clareza. Uma redação simples, bem escrita e sem erros graves vale mais do que um texto cheio de palavras sofisticadas usadas fora de contexto.
Outro ponto essencial é a revisão. Muitos candidatos escrevem rápido e entregam a redação sem reler. Isso aumenta muito o risco de erros bobos, como faltas de acento, repetição de palavras e frases incompletas. Sempre que possível, reserve alguns minutos para revisar o texto final.
Na prática, vale treinar muito a escrita manual. Como o Enem é feito à mão, o aluno precisa dominar a grafia das palavras mais comuns, evitar abreviações e escrever com letra legível. Uma letra ilegível também atrapalha a leitura e pode dificultar a correção.
Em resumo, respeitar as normas da língua portuguesa é uma exigência básica. Não se trata de perfeição absoluta, mas de demonstrar controle razoável da escrita formal. Quanto menor o número de erros, maior a chance de transmitir segurança e competência.
Argumentação fraca ou ausente
Uma redação do Enem precisa apresentar ponto de vista e argumentos. Quando isso não acontece, o texto fica fraco e superficial. A banca quer ver se o candidato consegue defender uma ideia com lógica, repertório e organização. Se o texto apenas repete frases vagas, sem explicação, a argumentação perde valor.
Argumentar não é apenas dizer que algo é importante. É mostrar por que é importante, quais são as causas do problema, quais são as consequências e quais possíveis caminhos existem para resolver a questão. Isso exige análise. Um texto com argumentação fraca costuma ter frases do tipo:
- “isso é um problema no Brasil”;
- “a sociedade precisa mudar”;
- “é preciso melhorar a educação”;
- “o governo deve agir”.
Essas frases podem até servir como ponto de partida, mas não bastam. Elas precisam ser desenvolvidas. O candidato deve mostrar pensamento crítico e relação entre ideias. Por exemplo: se o tema envolve violência contra a mulher, é possível discutir a falha na educação preventiva, a naturalização do machismo e a dificuldade de acesso à denúncia. Isso cria uma linha argumentativa mais forte.
Uma boa estrutura argumentativa geralmente inclui:
- tese clara no início;
- um argumento por parágrafo de desenvolvimento;
- explicação do raciocínio;
- exemplo, dado, citação ou referência pertinente;
- fechamento que retoma a ideia principal.
Outro erro grave é escrever com opinião, mas sem sustentação. O Enem não avalia apenas o que o aluno pensa, e sim como ele organiza esse pensamento. A argumentação precisa ser construída com consistência. Cada parágrafo deve ampliar a tese, não apenas repetir o que já foi dito.
Também é importante evitar argumentos genéricos demais. Dizer que “o Brasil precisa evoluir” não ajuda. É melhor especificar o problema e apontar seus efeitos concretos. Quanto mais preciso for o raciocínio, maior a força da redação.
A argumentação fraca pode levar a um texto previsível, sem profundidade e pouco convincente. Já uma argumentação bem construída mostra domínio do tema e capacidade de reflexão. Esse é um dos aspectos que mais diferenciam uma nota mediana de uma nota alta.
Falta de introdução ou conclusão
A redação do Enem precisa ter uma estrutura completa. Isso inclui introdução, desenvolvimento e conclusão. Quando a introdução falta, o leitor não entende logo de início qual é o tema nem qual posição o texto defende. Quando a conclusão falta, a redação termina de forma abrupta, sem fechamento adequado.
A introdução tem a função de apresentar o assunto e indicar a tese. Ela não precisa ser longa, mas deve ser clara. Sem introdução, o texto começa no meio da discussão e perde força. Já a conclusão deve retomar a ideia principal e apresentar o desfecho, com destaque para a proposta de intervenção quando aplicável.
Alguns candidatos acreditam que podem escrever apenas dois blocos de desenvolvimento e parar por aí. Isso é um erro sério. A estrutura dissertativo-argumentativa exige organização. Mesmo que o conteúdo esteja bom, a ausência de partes essenciais compromete o conjunto.
Uma introdução eficaz costuma fazer três coisas:
- apresenta o tema;
- contextualiza o problema;
- indica a tese.
A conclusão, por sua vez, precisa encerrar o raciocínio. No modelo do Enem, também deve trazer uma proposta de intervenção completa, com agente, ação, meio, finalidade e detalhamento, quando cabível. Sem isso, a redação perde um elemento central da competência avaliada.
Alguns sinais de conclusão ruim são:
- final sem retomada do tema;
- frase genérica como “é isso” ou “portanto, precisamos melhorar”;
- novo argumento jogado no último parágrafo;
- encerramento sem proposta de solução.
Para evitar esse erro, o ideal é planejar a estrutura antes de escrever. Saber onde começa e onde termina o texto ajuda a manter o controle da redação. Um bom planejamento evita cortes bruscos e deixa o texto mais completo.
Em uma prova com tempo limitado, a organização faz diferença. Quem já sabe como abrir e fechar o texto escreve com mais segurança e reduz o risco de esquecer partes importantes.
Uso inadequado de citações
As citações podem enriquecer a redação, mas precisam ser usadas com cuidado. Quando são jogadas no texto de forma artificial, sem ligação com o argumento, elas prejudicam mais do que ajudam. O uso inadequado de citações é um erro comum entre candidatos que tentam parecer sofisticados, mas acabam perdendo naturalidade.
Uma citação deve servir ao raciocínio. Ela precisa reforçar a tese, iluminar um ponto do texto ou mostrar repertório cultural produtivo. Se a referência não conversa com o tema, o efeito é negativo. A redação não deve parecer uma coleção de frases famosas, e sim um texto autoral, coerente e bem fundamentado.
Exemplos de uso inadequado incluem:
- citar autores sem explicar a relação com o tema;
- usar frases decoradas que não têm conexão com o parágrafo;
- atribuir citações de forma errada;
- encher o texto de referências sem desenvolvimento próprio.
Uma boa citação é curta, precisa e relevante. Ela pode ser filosófica, histórica, literária, sociológica, artística ou jornalística, desde que ajude a construir o argumento. O importante é não depender dela para preencher espaço. O foco deve continuar sendo a análise do candidato.
Também vale evitar citações muito longas. Além de tomar tempo, elas podem ocupar espaço demais e enfraquecer o desenvolvimento. O melhor caminho é usar trechos pequenos, bem encaixados, e depois explicar por que eles são relevantes.
Outro cuidado importante é não transformar a citação em enfeite. Repertório não é decoração. Ele precisa dialogar com o tema e mostrar que o aluno sabe usar conhecimento para defender uma ideia. Quando isso acontece, a redação ganha maturidade e consistência.
Se a citação não for segura, é melhor não usar. Às vezes, um argumento bem explicado vale mais do que uma referência mal aplicada. A prioridade deve ser sempre a clareza.
Falta de originalidade e plágio
Copiar trechos de textos prontos é um erro gravíssimo. O plágio compromete totalmente a autoria da redação e pode zerar a prova em situações específicas. O Enem valoriza a escrita própria. Isso significa que o candidato precisa construir seu texto com base em leitura, reflexão e organização pessoal das ideias.
Falta de originalidade não se resume a copiar literalmente. Também acontece quando o aluno reproduz fórmulas prontas demais, sem adaptação ao tema. Frases engessadas, introduções decoradas e repertórios genéricos demais podem deixar a redação artificial. Mesmo sem cópia direta, o texto perde autenticidade.
Um texto autoral não precisa ser inovador no sentido de ser “diferente a qualquer custo”. Ele precisa apenas mostrar que o candidato pensou na proposta e desenvolveu suas ideias com liberdade e responsabilidade. Isso inclui usar vocabulário próprio, organizar os parágrafos de maneira lógica e adaptar o conteúdo ao tema específico da prova.
Para evitar plágio, siga estas orientações:
- não decore redações prontas para copiar;
- não use trechos inteiros retirados da internet;
- não imite modelos sem adaptação;
- reformule suas ideias com suas próprias palavras;
- treine produção textual com temas diferentes.
Também é bom lembrar que o plágio pode aparecer de forma indireta. Quando o aluno reproduz um modelo muito batido, a redação perde naturalidade. A banca percebe quando o texto não nasceu de uma reflexão real sobre o tema.
A originalidade se fortalece com prática. Quanto mais o estudante lê, anota ideias e escreve textos próprios, mais fácil fica construir uma redação autêntica. A repetição mecânica de modelos costuma gerar textos fracos e sem personalidade.
Escrever com originalidade é mostrar domínio da própria voz. No Enem, isso conta muito, porque demonstra autonomia intelectual e capacidade de produção textual.
Desorganização das ideias
A desorganização é um dos problemas mais prejudiciais na redação. Mesmo com boas ideias, o texto pode ficar ruim se elas aparecerem fora de ordem. A banca espera uma progressão lógica, em que cada parte se conecta à anterior e prepara a próxima. Quando isso não acontece, a leitura fica cansativa e confusa.
Desorganizar o texto pode significar:
- misturar vários assuntos no mesmo parágrafo;
- começar pelo exemplo antes da tese;
- repetir a mesma ideia em diferentes trechos;
- mudar de assunto sem transição;
- deixar o desenvolvimento sem sequência lógica.
Uma redação bem organizada costuma ter uma arquitetura simples: introdução com tese, dois parágrafos de desenvolvimento e conclusão. Dentro de cada parte, porém, também é necessário ordem. O parágrafo deve começar com a ideia central, depois trazer explicação e, por fim, sustentação.
Uma boa estratégia é planejar a sequência antes de escrever. Por exemplo: primeiro apresentar o problema, depois explicar a causa, em seguida mostrar a consequência e, por fim, propor a solução. Esse tipo de organização ajuda o texto a fluir melhor.
Outra questão importante é não colocar muitas ideias em um só parágrafo. Quando isso acontece, nenhuma delas é bem desenvolvida. O ideal é escolher um foco por bloco e aprofundá-lo com calma. Isso melhora a clareza e facilita a leitura.
Também vale prestar atenção nas transições. Um texto organizado usa conectivos e retomadas para mostrar avanço. Isso evita a sensação de que o leitor está pulando de um ponto para outro sem direção.
Desorganização não é apenas um problema estético. Ela afeta diretamente a compreensão e enfraquece a argumentação. Um texto claro, com ideias em ordem, mostra mais controle e segurança.
Uso excessivo de gírias e coloquialismos
Na redação do Enem, a linguagem deve ser formal. Isso não significa ser fria ou difícil, mas sim adequada à situação de prova. O uso excessivo de gírias e coloquialismos compromete o tom do texto e pode prejudicar a avaliação.
Expressões do cotidiano, abreviações e formas muito informais devem ser evitadas. Exemplos como tipo assim, mano, tá ligado, pra caramba ou mó problema não combinam com o gênero dissertativo-argumentativo. Elas quebram a formalidade esperada.
Alguns candidatos usam linguagem informal por hábito. Outros fazem isso para tentar parecer mais próximos do leitor. No entanto, na redação do Enem, o objetivo não é conversar de modo casual. O objetivo é argumentar de forma clara, correta e formal.
Também é importante evitar construções muito orais, como:
- “aí o governo não faz nada”;
- “daí as pessoas ficam sem opção”;
- “tem muita gente que…”;
- “tipo, isso acontece sempre”.
Essas formas podem aparecer na fala, mas não devem ser levadas para a escrita formal. O ideal é substituir por frases mais precisas, como: “nesse contexto, o poder público não adota medidas suficientes” ou “muitos cidadãos permanecem sem alternativas adequadas”.
Evitar coloquialismos também ajuda a reduzir a impressão de improviso. Uma redação formal demonstra domínio da língua e respeito ao gênero textual. Isso conta positivamente na avaliação.
Em vez de enfeitar o texto com expressões informais, vale investir em clareza e precisão. Uma linguagem simples e correta é muito mais eficaz do que uma linguagem forçada ou descontraída demais.
Desconsiderar o formato textual requerido
Outro erro que pode zerar ou prejudicar muito a nota é desconsiderar o formato exigido. No Enem, a redação deve ser do tipo dissertativo-argumentativo. Isso significa que o texto precisa apresentar tese, argumentação e proposta de intervenção. Quando o candidato escreve em outro formato, como narração, carta, poema, relato pessoal ou texto opinativo sem estrutura, ele foge da proposta.
Esse erro é mais sério do que parece. Às vezes, o texto está bem escrito, mas segue um gênero errado. Nesse caso, a banca entende que a tarefa não foi cumprida. A prova não quer um texto criativo em qualquer estilo. Ela exige um modelo específico.
Os principais sinais de desrespeito ao formato são:
- uso de primeira pessoa em excesso, como se fosse relato pessoal;
- história com personagens e enredo;
- texto poético ou cheio de metáforas sem função argumentativa;
- linguagem de carta ou artigo de opinião sem estrutura adequada;
- ausência de proposta de intervenção.
Para não errar, é preciso entender a lógica do gênero. A redação dissertativo-argumentativa não conta uma história; ela analisa um problema social e defende um ponto de vista. Também não depende de emoção excessiva. O foco está na reflexão crítica.
Um bom treinamento inclui leitura de modelos corretos, produção de textos curtos e correção com atenção ao gênero. O estudante deve identificar se cada parte da redação cumpre sua função. Se a introdução apresenta o tema, se o desenvolvimento aprofunda a tese e se a conclusão propõe solução, o formato está sendo respeitado.
Outro cuidado é não transformar a redação em desabafo. Mesmo quando o tema é sensível, o texto precisa manter equilíbrio e objetividade. O Enem valoriza posicionamento crítico, não emoção descontrolada.
Desconsiderar o formato textual é um erro estrutural. Ele mostra desconhecimento da proposta e pode comprometer toda a avaliação. Por isso, reconhecer o gênero pedido é tão importante quanto dominar a gramática e os argumentos.
Lista prática dos principais pontos para revisar antes de entregar
Antes de passar a redação a limpo, vale conferir alguns aspectos essenciais. Essa revisão rápida ajuda a evitar muitos dos erros que zeram a redação do Enem e melhora a qualidade final do texto.
- O texto respondeu exatamente ao tema proposto?
- Há tese clara desde a introdução?
- Os parágrafos de desenvolvimento têm ideia principal definida?
- As ideias estão ligadas por conectivos adequados?
- Existem erros graves de ortografia, concordância ou pontuação?
- As citações, se houver, foram bem encaixadas?
- O texto é autoral e não copia modelos prontos?
- A linguagem está formal e adequada ao gênero?
- Há conclusão com proposta de intervenção completa?
- A redação segue o formato dissertativo-argumentativo?
Revisar com essa lista reduz a chance de falhas importantes. Em uma prova tão disputada, cada detalhe conta. Uma pequena correção pode evitar perda de pontos em competências decisivas.
Erros mais perigosos e seus efeitos na nota
Nem todo erro tem o mesmo peso. Alguns são leves e outros são muito graves. A tabela abaixo ajuda a visualizar o impacto de cada tipo de problema na redação.
| Erro | Efeito na redação | Risco para a nota |
|—|—|—|
| Fuga do tema | O texto não responde à proposta | Muito alto |
| Plágio | Perda de autoria | Muito alto |
| Formato inadequado | Desrespeito ao gênero pedido | Muito alto |
| Falta de conclusão | Estrutura incompleta | Alto |
| Argumentação fraca | Texto superficial | Alto |
| Coerência e coesão ruins | Leitura confusa | Alto |
| Erros de norma-padrão | Queda na qualidade linguística | Médio a alto |
| Uso de gírias | Tom informal inadequado | Médio |
Essa leitura ajuda a priorizar o estudo. Se o candidato quer melhorar rápido, deve começar pelos erros mais graves. Corrigir a fuga do tema, a estrutura e a argumentação costuma gerar mais impacto do que apenas decorar palavras difíceis.
Como treinar para não repetir esses erros
Evitar os erros que zeram a redação do Enem exige treino constante. Não basta ler dicas uma única vez. É preciso praticar com regularidade, analisar os próprios textos e aprender com os deslizes. A melhora vem com repetição consciente.
Algumas estratégias úteis são:
- escrever uma redação por semana;
- corrigir o texto com base em uma lista de verificação;
- ler redações nota alta para observar estrutura;
- treinar interpretação de tema antes de escrever;
- montar repertórios confiáveis por área;
- revisar gramática básica com frequência;
- pedir feedback de professores ou colegas.
Também é importante treinar sob tempo real, porque o Enem exige gestão do tempo. Escrever devagar em casa é diferente de escrever sob pressão. A prática em condições parecidas com as da prova ajuda a ganhar segurança.
Outro ponto útil é criar um pequeno método de preparação. Por exemplo: ler a proposta, destacar palavras-chave, definir a tese, escolher dois argumentos, planejar a conclusão e só então começar a escrever. Esse passo a passo diminui as chances de erro.
Quanto mais o aluno entende a estrutura da redação, mais fácil fica evitar falhas. O segredo não é decorar fórmulas prontas, mas compreender como um texto bem construído funciona.

MARCOS – Trabalho com escrita há 6 anos e adoro encarar novos desafios. Entusiasta do marketing, apaixonado por ajudar pessoas através de conteúdos.



