11 dicas para melhorar sua saúde mental

11 dicas para melhorar sua saúde mental

por: Entretanto

Como podemos cuidar de nossa saúde mental no dia a dia? Avaliar criticamente algumas de nossas rotinas pode ser um importante investimento a longo prazo.

Confira abaixo 11 dicas que podem ajudar a melhorar sua saúde mental:

1 – Nossa cognição não é ilimitada. Abra mão do desnecessário. Lidamos com uma crescente pressão pelo aumento da eficiência em um tempo cada vez menor. Selecione o que realmente é importante e escolha o que, embora muito legal, ficará para uma outra oportunidade em sua vida. Não dá para fazer tudo.

2 – Descubra se seus boicotes trazem alguma vantagem. A grande parte dos comportamentos que almejamos abandonar apresentam prejuízos claros. No entanto, eles podem também oferecer vantagens, principalmente de curto prazo. Saber as vantagens dos nossos boicotes significa saber o que estamos nos propondo a não ter como suporte imediato nessas ocasiões de tensão.

3 – Conecte-se com suas emoções. Diversos estudos demonstram que as pessoas que distinguem melhor suas emoções e não as consideram como blocos dicotômicos de emoções agradáveis X desagradáveis, possuem melhores condições de resolução das situações-problema. Ao buscarmos diferenciar nossas emoções teremos condições de compreender o que realmente precisamos e selecionar estratégias mais acuradas para lidar com o problema.

4 – Desenvolva um bom piloto automático. Boa parte de nossas atividades ocorre de forma automática, sejam elas boas ou ruins. É muito mais fácil manter rotinas quando não precisamos decidir sobre elas todas as vezes em que vamos implementá-las. Automatizar rotinas requer repetição e uma grande disciplina inicial até que o hábito seja instaurado.

5 – Comece pelo mais básico. Começar por hábitos que irão potencializar sua qualidade de vida mental, inclusive seu controle cognitivo pode ser um excelente começo. Há uma literatura substancial que mostra que algumas atividades simples como a prática de exercício físico regular e a de meditação podem melhorar bastante a ansiedade, humor e também a nossa capacidade de gerenciar nossa cognição.

6 – Escute sua avó interior. O que sabemos hoje sobre a importância do sono e da alimentação já nos era falado, na infância por nossos avós. Obedeça aos mais velhos!

7 – Tenha metas realistas. A melhor forma de não mudar nossos comportamentos é tentar mudar tudo de uma vez. Menos é mais, e, por isso foque em metas de mudança que sejam realistas.

8 – Abandone a visão “tudo ou nada” de controle. Tentar obrigar nosso organismo a realizar tarefas de forma racionalizada nunca foi uma estratégia saudável de se atingir objetivos pessoais e pressupõe a existência de um autocontrole pessoal que não temos. Você não precisa nem irá conseguir executar todo o seu plano ideal com perfeição, mas também não precisa abandoná-lo por completo. Negocie suas metas segundo os níveis disponíveis de energia.

9 – Fique “de boas” e economize seus recursos mentais. A irritação que temos com as pessoas que convivemos ocupa um importante espaço em nossa vida mental. Ruminar desafetos e fortalecer crenças sobre o quanto determinadas pessoas são isso ou aquilo desvia importantes recursos cognitivos, afetivos e emocionais para coisas que não apresentam relevância.

10 – O prazer, o propósito e o tempo. Segundo Paul Dolan, a felicidade envolve o tempo que destinamos à realização de atividades que tenham um propósito e que sejam prazerosas. Ao estabelecer seu envolvimento em projetos tente avaliar o tempo, o propósito e o prazer a eles relacionados.

11 – Procure ajuda para potencializar sua gestão cognitiva, afetiva e emocional. A sobrecarga emocional e cognitiva da atualidade aumenta a necessidade de contarmos com a ajuda de profissionais de saúde. Procurar um bom profissional que se oriente por práticas fundamentadas e científicas pode te ajudar a se tornar um expert na gestão de sua própria saúde mental.

Texto escrito por:
Isabela Lima, psicóloga, mestre e doutoranda em Medicina Molecular “Ilumina – Neurociência Aplicada a Saúde Mental”, e Leandro F. Malloy-Diniz, psicólogo e professor adj. do Dep. De Saúde Mental da UFMG, mestre em Psicologia e doutor de Farmacologia Bioquímica e Molecular “Ilumina – Neurociência Aplicada a Saúde Mental”.


Conteúdo originalmente publicado em Pearson Clinical.

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