Trabalho de Campo: conhecimento para além da sala de aula

por: Márcio Francisco de Carvalho

A presente proposta do artigo tem como tema central a formação do conhecimento para além da sala de aula. O objetivo principal do artigo é propor um conhecimento que rompa com o saber limitado apenas ao ambiente escolar, proporcionando, assim, um conhecimento mais significativo para o estudante. Tal proposta é denominada nesse estudo como Trabalho de Campo e extrapola o entendimento comum de “passeio”. Funciona, sim, como uma atividade pedagógica fundamental para o entendimento de mundo dos alunos.

 

O Trabalho de Campo também é totalmente articulado com o conhecimento interdisciplinar, e ambos são os pilares para uma nova transformação da educação. Propôr este método requer um apoio de todos os envolvidos com a escola, principalmente da coordenação pedagógica, que realiza um papel fundamental nesta nova forma de pensar o ensino.

 

Portanto, trabalhar com o aluno para além dos limites da sala de aula é trabalhar as possibilidades de uma formação crítica e alinhada às diversas realidades dentro e fora da escola. Ensinar sobre o mundo e suas manifestações exige de todos envolvidos com a educação, direta e indiretamente, uma postura renovada sobre a concepção de conhecimentos, que nos permita compreender a natureza das mudanças vertiginosas e das incertezas que marcam as realidades locais, nacionais e globais.

 

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Tendo em vista tal premissa, acredito que o trabalho de campo e as visitas técnicas orientadas não somente complementam o que é estudado em sala de aula como também oferecem ao corpo discente e docente uma nova visão do mundo. Para tanto, realizar as atividades requer um cuidado com os planejamentos. É essencial que se tenha clareza dos objetivos e das implicações da atividade de campo no desenvolvimento das atividades curriculares e, principalmente, na contextualização de conteúdo.

 

Entendo a importância dos trabalhos de campo por reconhecer que o corpo discente deve conviver com a prática científica, através da observação, descrição, análise e levantamento de hipótese dos fenômenos estudados em sala. É fundamental no trabalho de campo a relação escola, sociedade e a troca de saberes. Sendo assim, a educação popular por ter como proposta a promoção da forma dialógica e participativa para a formação crítica dos educandos em relação ao mundo em que vivem, se faz necessária em todo o planejamento e ação dos trabalhos de campo.

 

Atualmente, é reconhecida a urgência de maiores investimentos que promovam melhorias qualitativas do ensino nas escolas, pois, nesse processo, podemos observar diversos limitantes e obstáculos a serem superados, tornando-se, por isso, imprescindível oferecer aos professores, em seu cotidiano escolar, um consistente suporte teórico metodológico e estrutural.

 

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Ver a escola aberta ao relacionamento além-muros é, hoje, uma questão fundamental. É preciso ir até a realidade para poder analisá-la, compreendê-la e saber adentrá-la, sobretudo quando se está realizando um trabalho coletivo.

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