Seis tendências animadoras para a Educação em 2017

por: Entretanto

Professores vivem em constantes estágios de reinvenção. Originalmente, o papel de um educador é examinar a atualidade, tanto dentro quanto fora da sala de aula, e encontrar formas de ajustar e articular o ensino, pensando no que é mais interessante para que este processo funcione junto aos alunos. Talvez mais do que em qualquer outro ano, 2016 foi um ano decisivo para a Educação e o andamento do novo processo educacional, que é cada vez mais certo, incitou vários questionamentos nas cabeças dos professores – deixando espaço para muita incerteza, mas também espaço para que se inicie uma exploração do que há por vir e, consequentemente, um crescimento.

As primeiras semanas de nosso novo ano foram de reflexão. Muitos professores se perguntaram: “Onde estamos?” e “Para onde queremos ir?”. Para alguns, a mídia social se tornou uma plataforma considerável de discussão. Seguindo o modelo de aprendizagem participativa, uma tendência importante que vimos se acender e começar a tomar forma em 2016, muitos professores começaram o ano juntando-se ao projeto #oneword2017 (em português, “uma palavra”), da Pearson.

O projeto propôs que os professores, depois de examinarem áreas de potencialidades em suas rotinas de trabalho, fossem até às mídias sociais para compartilharem sentimentos que expressassem esta “palavra” que serviria como guia para o novo ano, e que representasse seus objetivos e aspirações. Algumas palavras “chamavam” para a ação; Outros revelaram aspirações “utópicas”, que falavam sobre o sonho de tornar possível o impossível. Por fim, todas trouxeram previsões de um ano cheio de esperança e progresso.

Olhando para a Educação como um todo, nos últimos anos, o trabalho de base foi estabelecido. Estamos agora em um momento em que o direito de expressão, equidade, voz e escolha dos alunos estão orientando a prática pedagógica. Neste ano, estamos preparados para ver mais refinamento e maior capacidade de reinvenção dos métodos de ensino e aprendizagem, pois é um momento em que os caminhos até mesmo “utópicos” podem ser atingidos. O processo de aprendizagem socioemocional, a justiça social e o livre acesso à informação se estenderão a todos os alunos, de todas as etapas escolares, e eles serão convidados a captarem informações do seu próprio jeito, fomentando a aprendizagem sustentável. À medida que todos nós buscamos fazer o melhor que pudermos em termos educacionais, poderemos ser apresentados às seis tendências para 2017:

Os alunos como consumidores críticos e criadores de conteúdo

Agora, mais do que nunca, nossos alunos precisam estar equipados com as habilidades necessárias para serem bons avaliadores de informações. Neste ano, podemos esperar um aumento da capacidade de instrução e avaliação em áreas de alfabetização digital, alfabetização midiática e educação cívica. Os alunos serão convidados a avaliar criticamente informações e fontes, e também a descobrir a importância do conteúdo relevante e de boa qualidade. Mais e mais, eles serão expostos a novos tipos de informações que vão chamá-los a “mostrarem o que sabem”.

Ambientes mistos e “paredes achatadas”

O conceito de “sala de aula” foi mudando nos últimos anos, e os espaços de aprendizagem já estão sendo concebidos de forma integrada às tecnologias. Este ano, veremos as “paredes” serem expandidas para darem espaço ao aprendizado coletivo e misto. Já o aprendizado móvel será aprimorado através de mais interações na internet, como fóruns de discussão online e experiências multimídias. O conceito de aprendizagem “em qualquer lugar e a qualquer momento” ganhará um foco maior, enquanto os diversos conteúdos serão integrados de forma mais fluida na sala de aula, dando a oportunidade dos alunos conectarem o que aprendem com o seu dia a dia, através do compartilhamento de informações a nível local e global.

Avaliação formativa para apoiar a aprendizagem e instruções informais

À medida que os professores buscam por resultados, encontrarão caminhos estratégicos para incorporar a avaliação formativa em novas experiências de aprendizagem. Os sistemas de feedback e as auto-avaliações serão usados para instruir e auxiliar os alunos a compreenderem melhor as metas de aprendizagem ao longo de todo o processo. A avaliação formativa também será combinada com uma motivação voltada não apenas em garantias de boas notas, mas também em todo o processo de ensino e captação da informação, processo este diferente para cada um e também benéfico para a autonomia de todos.

Aprendizagem participativa para professores

O movimento de priorização da “voz e escolha” na Educação também será destinado aos professores. As oportunidades de aprendizagem participativa se tornarão mais relevantes e prioritárias. Modelos colaborativos, como Edcamps e Twitter Chats, começarão a interromper as estruturas tradicionais de desenvolvimento profissional, e os professores serão capacitados para personalizar o aprendizado e o crescimento profissional pensando em determinados objetivos de ensino. O sistema de atividades extraclasses online, convivência com o meio digital e os recursos educacionais mais abertos serão o centro das atenções, o que tornará a experiência participativa acessível. Ouviremos mais sobre a “experiência humana” através do compartilhamento de histórias e informações pessoais através de blogs, mídias sociais e outras formas inovadoras de curadoria de conteúdo. O desenvolvimento profissional dos professores serão considerados de extrema importância, o que faz com que eles tenham que planejar seus objetivos e os caminhos que querem tomar para alcançá-los.

Relembrando o “prazer de ser professor”

As práticas que vão manter os professores animados com seu trabalho serão exploradas em 2017. O prazer de ser professor será considerado algo muito necessário, à medida que as escolas e os administradores procurarão melhorar a experiência deste profissional e reinventar sua identidade. Os espaços de trabalho, remodelados após tantos projetos tecnológicos, se tornarão mais colaborativos, funcionais e de apoio, e os professores terão o poder de compartilhar perspectivas e opiniões. Tecnologias inovadoras e colaborativas serão usadas para conectar e celebrar estas pessoas, e as oportunidades de reflexão e discussão serão priorizadas. A liderança dos professores continuará a ganhar força, pois as escolas deverão dedicar recursos para valorizá-los.

Os pais como parceiros de verdade!

O envolvimento dos pais no sucesso do aluno é inegável. Em 2017, as escolas trabalharão para encontrar formas de envolver as famílias através de tecnologias e práticas de apoio personalizadas. As escolas deverão se concentrar na construção de conexões para a aprendizagem em casa, e incluirão pais como parceiros através de encontros, entrevistas, enfim, convidá-los a se sentirem os principais contribuintes da Educação. As tecnologias darão este suporte necessário ao envolvimento, fazendo com que eles visualizem o fluxo de trabalho de seus filhos. Os sistemas de gestão da aprendizagem serão desenvolvidos neste sentido. Neste ano,  os educadores e pais vão trabalhar juntos.

Em 2017, nós, educadores, temos um trabalho importante a fazer. Sendo e funcionando como uma rede global, temos a capacidade individual e coletiva de ser a mudança que desejamos ver. Através da dedicação cuidadosa para trazer o foco para o que acontece de bom em nossas salas de aula, e amplificando nossas vozes como professores, podemos avançar no caminho para o progresso da aprendizagem. Aqui está um ano cheio de esperança e felicidade! Juntos, vamos fazer dele um ano inesquecível!

 

Sobre a autora:

Jennifer Williams

Reconhecida como uma líder transformacional em Educação, a Dra. Jennifer Williams se dedicou por mais de 20 anos, tanto como administradora de escola quanto especialista em alfabetização e professora. Atualmente, como co-fundadora e desenvolvedora do programa Calliope Global, Jennifer trabalha com escolas, universidades e organizações de todo o mundo em iniciativas que capacitam professores e alunos a criarem seus espaços digitais de aprendizagem em comum.

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