Internet das Coisas: a próxima revolução industrial

por: Entretanto

A Internet das Coisas

 

Essa expressão nos remete às imagens de aparelhos eletrônicos nos lembrando de comprar ovos ou da consulta ao médico. Na realidade, a Internet das Coisas é muito mais do que um simples aparelho falante.

 

Ela atinge quase todos os setores e todas as esferas da nossa vida. Algumas cidades estão utilizando-a para melhorar os padrões de tráfego e de segurança pública. Os agricultores conectam-se aos serviços de GPS, para ficarem mais eficientes no plantio da safra e na colheita, enquanto os operadores de abastecimento estão utilizando-a para fazer o rastreamento das mercadorias de uma forma mais consistente.

 

A especialista em desenvolvimento tecnológico para o ensino técnico, Jeanne Beliveau-Dunn, define da seguinte forma: “é como conectar o que não pode ser conectado em um nível totalmente diferente”.

 

Jeanne ainda afirma que sua crença se baseia no elemento que considera essencial para o sucesso da tecnologia: o ser humano.

 

Como vice-presidente e gerente geral de uma corporação norte-americana de tecnologia, Jeanne aconselha um grande número de clientes, de parceiros, de empresas multinacionais e até governos sobre como preparar as equipes para a transformação digital, e sobre como inovar e potencializar a Internet das Coisas no sentido de otimizar o impacto dos negócios e modificar o mundo.

 

Ela diz que há, aproximadamente, oito bilhões de dispositivos conectados e prevê que, até 2020, este número saltará para 50 bilhões. No entanto, esses números não significam muito sem um contexto real.

 

E é aí que Jeanne coloca as coisas em seus devidos lugares, trazendo a oportunidade – e os desafios – para a vida das organizações e dos líderes empresariais que a contratam para prestar consultoria.

 

A falta de habilidades do conceito

 

O conceito de Internet das Coisas também está modificando a mão de obra moderna. Mas enquanto muitas organizações lutam para descobrir como atrair, cultivar e manter os melhores e mais brilhantes talentos para tornarem suas aspirações uma realidade, outras caem no velho senso de utilizá-la para digitalizar seus processos, e só.

 

Para Jeanne, isto vai além de uma questão de oferta e procura. Isso começa com uma mudança de mentalidade, de cima para baixo — colocando as pessoas e a cultura acima de qualquer coisa e criando um ambiente no qual todos, sejam alunos ou colaboradores, sejam emponderados e capacitados para melhorarem e adaptarem suas habilidades rapidamente, para então alcançarem o domínio digital.

 

“Criar um novo ecossistema de talento digitalmente pronto tornará a próxima revolução industrial uma realidade e nos ajudará a colher benefícios gigantescos como sociedade”, diz Jeanne.

 

É um desafio que ela está tendo que enfrentar de maneira incisiva, através da criação de uma comunidade exclusiva de especialistas de empresas, de universidades, de startups e de organizações de ensino.

 

“É preciso uma aldeia inteira. Ao contrário de qualquer outra evolução tecnológica do nosso tempo, a Internet das Coisas é um esporte em equipe e só alcançará seu potencial por completo com os méritos e esforços colaborativos para construir uma nova geração de inovadores, de inventores, de pensadores, de cientistas da computação, de estrategistas de negócios e de designers digitais.”

 

É com essa mentalidade colaborativa que Jeanne formou, juntamente a outros colegas de trabalho, um Consórcio de Talento da Internet das Coisas em 2015.

 

“Percebi, através de conversas que tive com outros executivos do mundo dos negócios, do governo e das universidades, que todos nós enfrentamos o mesmo grande desafio quando se trata das nossas pautas de tecnologia: uma escassez de talento”, conta.

 

Segundo Jeanne, a equipe acredita que o capital humano será o eixo no qual a Internet das coisas realizará todo o seu potencial, e que não há uma organização que possa resolver este problema de disparidade de talento/trabalho sozinha.

 

“Então, pensei: ‘Todos nós podemos tentar e abordar a questão do talento sozinhos, mas encontraremos uma solução mais rápida se fizermos isso juntos.'”

 

No início, apenas duas pessoas se associaram ao consórcio. Mas a notícia da nova iniciativa espalhou-se rapidamente. Desde então, diversas empresas, entre elas a Pearson, juntaram-se à equipe.

 

“A inteligência coletiva e a experiência que temos é enorme. Cada um traz uma experiência única para a mesa e, então, cria-se uma grande oportunidade para aprendermos uns com os outros, partilharmos as melhores práticas e construirmos juntos para o futuro”.

 

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A contribuição da Pearson

 

“Se o nosso objetivo for trazer a próxima onda de mão de obra da nossa economia imediatamente e reduzir a falta de competências da Internet das Coisas, precisamos começar no início — sabendo como os membros estão sendo educados e treinados, o que é exatamente a especialidade da Pearson.”

 

Jeanne contatou Leah Jewell, Diretora de Gestão de Desenvolvimento de Carreira e Empregabilidade da Pearson. As duas compartilham paixões semelhantes.

 

“Todos os dias, tento encontrar novas soluções de aprendizagem que ajudarão na redução da falta de competências “, diz Leah.

 

Leah e sua equipe concentram-se na criação e no suporte de um sistema de educação mais ágil, que dê apoio à aprendizagem ao longo da vida e que atenda às pessoas onde quer que elas estejam.

 

O mapeamento das competências para empregos

 

Com a ajuda dos colegas da Pearson, Leah aplicou sua experiência na área de educação, ajudando a identificar ou “mapear”, as competências específicas para os trabalhos de Internet das Coisas. Estes mapas de competências não só mostram aos empregadores quais as habilidades que eles precisam e querem nos empregados, mas também orientam os indivíduos que procuram carreiras neste campo, desenvolvendo seus próprios conjuntos de habilidades.

 

O mapeamento das competências é um processo de várias etapas: “Primeiro, nós entrevistamos pessoas que estão trabalhando em vários empregos. Aprofundamos no que elas fazem exatamente e em quais habilidades são necessárias para desempenhar estes trabalhos.”

 

Ao longo do caminho, Leah e sua equipe mantêm um controle de quais conjuntos de habilidades e áreas de conhecimento são mencionadas mais de uma vez.

 

São áreas como: programação de computadores, ciência de dados, desenvolvimento da web e design da interface do e da experiência do usuário.

 

O objetivo final, diz Leah, é que este trabalho sirva como um recurso para alunos e funcionários, bem como para os empregadores. Após essa primeira avaliação, são fornecidas informações sobre as habilidades necessárias para se trabalhar com a Tecnologia das Coisas, treinamentos on-line que oferecem certificações e guias para as carreiras profissionais.

 

Como Leah, Jeanne vê esse trabalho como uma forma de aproveitamento do poder da Internet das Coisas.

 

“A promessa final é termos um mundo educacional mais eficiente, mais seguro e melhor para todos nós. Eu acordo animada todos os dias e penso sobre qual será o próximo passo para chegarmos até isto”.

 

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