Persistência versus Retenção

por: Entretanto

Persistência no aluno. Retenção do aluno. Estes termos são usados diariamente no ensino médio e ensino superior, muitas vezes de forma intercambiável. São eles realmente a mesma coisa? De acordo com Hagedorn (2005), o National Center for Education Statistics define “retenção como uma medida institucional e persistência como uma medida do aluno” (p.6). Isso se resume a instituições retêm e alunos persistem. Claro como lama certo? Confronte com graduação, trancamentos e abandonos, e rapidamente perceberá por que existe no mundo tanto interesse e pesquisa em persistência e retenção.

Apesar dos referidos interesse e pesquisa, a confusão permanece. Para citar, “começando com uma definição comumente utilizada de um graduado – um ex-aluno que completou um curso de estudos em uma faculdade ou universidade, é claro que todos os graduados persistiram. No entanto, nem todos os “persistentes” se graduarão “(Hagedorn, 2005, p.6). Se o quadrado raciocínio lógico de seus anos de graduação apenas caiu na sua cabeça com um estranho mix de nostalgia e ansiedade, você não está sozinho.

Hagedorn fez um excelente trabalho ao apresentar um “novo olhar para um velho problema” e até mesmo, olhando para a retenção de vários ângulos, muito parecido com Boyer fez para bolsa de estudos, quando lançou a bomba de pensamento, “Reconsidered Scholarship”, em 1990. Entretanto, vamos nos afastar um pouco do o quê e para o porquê. Por quê as instituições se preocupam com persistência e retenção? Por que você deve se preocupar com persistência e retenção?

As instituições se preocupam com a persistência e a retenção por inúmeras razões, algumas altruístas e outras mais pragmáticas. O sucesso do aluno, como definido, vive no coração de cada instituição (eu vejo que isso poderia ser desafiado, mas eu escolhi manter meu chapéu de cínico no armário para a resenha de hoje). Ao mesmo tempo, o aumento da concorrência e supervisão federal, resultaram em escolas que examinam os números dos alunos de maneiras muito diferente do modo como feito antes. Tinto (2006) observou a cerca de 40 anos atrás, a desistência dos estudantes era vista principalmente na perspectiva da psicologia e focada principalmente nos atributos, habilidades e motivação dos alunos (p.2).

No entanto, essa abordagem unilateral foi completamente erradicada nos anos seguintes. Temos agora uma série de modelos, alguns sociológicos, alguns psicológicos e outros de natureza econômica, que foram propostos como mais adequados à tarefa de explicar o abandono escolar (Tinto, 2006, p.4). Novamente, grande trabalho tentando entender por que os alunos persistem ou não, ou por que as instituições têm números de retenção flutuantes.

Em uma vida passada como administrador de ensino superior eu participava dessas conversas. Eu mastiguei os números. Eu jogava rápido e solto com os “fatores” que eu pensava que poderíamos controlar como uma instituição e com aqueles que eram relacionados ao aluno. Pesquisamos os alunos sobre cursos individuais, sobre os resultados gerais do programa e até pedimos aos graduados que nos dissessem o que poderíamos ter feito melhor. Eu li inúmeros ensaios, todos extremamente sinceros, detalhando o que o diploma de pós-graduação escolhido faria para o futuro de cada estudante respectivamente. Em todas aquelas reuniões, no meio da leitura, ou olhando fixamente as folhas de cálculo, a única pergunta que nunca me lembro de ter perguntado diretamente a qualquer estudante foi esta: O que significa realmente obter o diploma para você?

Não me interpretem mal, eu me importei e lutei pelos alunos, tanto como administrador, quanto como instrutor. Eu vi lágrimas de alegria na formatura e vi olhos em completo desespero, quando um estudante pensou que sua jornada educacional tinha chegado ao fim. No entanto, eu não acho que já fiz um trabalho adequado garantindo que a persistência e a retenção se juntem não apenas como termos, mas como atividades vinculadas, criando histórias de sucesso compartilhado e, finalmente, criando uma relação pessoal entre o aluno e a escola.

McLenney e Waiwaiole (2005) apresentaram seis estratégias para promover o sucesso dos alunos. Estratégia nr. 4 é de longe a minha favorita – Responsabilidade Coletiva e Team Building.

Melhorar a retenção dos alunos não é algo que pode ser feito por um grupo isolado na faculdade … ou alcançado através de uma única iniciativa autônoma. Melhorar as taxas de retenção é uma responsabilidade coletiva: todos – professores, funcionários e administradores, juntamente com os próprios alunos – devem trabalhar juntos para promover o sucesso dos alunos. (McLenney e Waiwaiole, 2005, página 40)

Defina estes termos como melhor se encaixar. Examine todos os dados para definir seus objetivos e compará-los com dados nacionais ou instituições semelhantes. Estabeleça comitês ou deixe as atividades organicamente acontecerem de programa para programa. Não importa o que você faz de forma proativa ou reativa, nunca se esqueça de que no cerne do que fazemos na educação superior, está ajudar os alunos a alcançar o sucesso. Use experiências para decisões de admissão e, em seguida, tome o tempo para entender, verdadeiramente, porquê os alunos estão na sua instituição e descobrir suas esperanças, sonhos e objetivos. Crie relacionamento. Afaste-se de pensar apenas sobre o que os alunos podem fazer para persistir e o que as instituições podem fazer para reter. Crie um novo modelo. “Persistenção”, alguém?

Referências
Boyer, E.L. (1990). Scholarship reconsidered: Priorities of the professoriate. Princeton, NJ: Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching.
Hagedorn, L. S. (2005). How to define retention: A new look at an old problem. In A. Seidman (Ed.), College student retention (pp. 89-105). Westport: Praeger Publishers.
McClenney, K.M. and Waiwaiole, E.N. Focus on student retention: Promising practices in community colleges. Community College Journal, 75(6), 36-41.
Tinto, V. (2006). Research and practice of student retention: What next? Journal of College Student Retention, 8(1), 1-19.Confira o texto original publicado no site da Pearson Education.

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