Pensamento crítico e os solucionadores de problemas

por: Entretanto

“Engrossando a casca”

 

Professor de inglês  por formação, Matthew Ventura tem lembranças de seu próprio professor de idiomas no ensino médio que, segundo ele, ensinou uma lição difícil, mas importante.

 

“O sr. Davidson foi muito difícil”, diz ele. “Ele não sentiu nenhuma vergonha de rasgar nossos trabalhos”.

 

Atualmente, Matthew é diretor de Conhecimento e Habilidades na Pearson e acredita que suaa carreira está enraizada, em parte, naqueles dias de aula com o sr. Davidson.

 

“Apesar das críticas, ele passou tanto tempo também detalhando suas explicações que isso realmente me afetou. Não só me tornei um escritor melhor comopercebi que essa “persistência” dele me ajudou a melhorar as habilidades de pensamento crítico”, reflete.

 

Habilidades importantes, ensino melhorado

 

Após esta fase escolar, Matthew prosseguiu com seus estudos e com sua forma de desenvolver novas maneiras de ensinar, avaliando as habilidades do século 21.

 

Uma demonstração disso foi sua colaboração com o Physics Playground, um jogo digital que guia estudantes através de conceitos físicos complexos, com resultados e processos que imitam experiências do mundo real.

 

Foi um avanço.

 

“Esses tipos de simulações funcionam como brincadeiras, mas ajudam os alunos a elaborarem estratégias em assuntos considerados difíceis, além de oferecem uma oportunidade para os professores fornecerem feedback com base em suas análises dos avanças de cada aluno neste processo de aprendizagem”, explica ele.

 

E detalha: “Imagine uma classe de 400 alunos. Como um professor pode ser como o sr. Davidson e fornecer um feedback tão granular e individual para todos?”

 

As plataformas digitais inovadoras de benefícios: ensinam efetivamente, levam a um feedback individual para cada estudante e são escaláveis.

 

A necessidade de solucionadores de problemas

 

Recentemente, Matthew foi coautor de um relatório intitulado “Habilidades atuais: o que sabemos sobre o ensino e a avaliação do pensamento crítico”, patrocinado pela Pearson, que trabalha focada na aprendizagem do nosso tempo: “Foi uma oportunidade para explorar algumas questões básicas sobre o pensamento crítico, como: O que queremos dizer com o pensamento crítico? Como podemos melhorar? ”, reflete.

 

Leia aqui o relatório (em inglês).

 

Segundo ele, os novos empregadores precisarão cada vez mais de bons solucionadores de problemas:  “Estas pessoas vão detectar oportunidades de inovação, sendo isto possível muito devido às habilidades de pensamento crítico”.

 

Pensamento crítico em disciplinas específicas

 

O relatório “Habilidades atuais” analisa a história das definições em torno do pensamento crítico e resume-se em vários métodos de ensino e avaliação desta forma de pensamento. O documento também traz à luz uma nova direção para estes tempos de integração entre mente analítica e mercado de trabalho.

 

“O que queremos também começar a explorar é: como podemos melhorar o pensamento crítico em disciplinas específicas?”

 

Estudantes das áreas de Comunicação, por exemplo, podem empregar novos métodos de ensino de pensamento crítico em exercícios em sala de aula, por exemplo. Em uma aula de uma turma de Tecnologia da Informação, alunos podem aprender como encontrar erros no código do computador. Já estudantes de Economia podem aprender a pesar os prós e contras na tomada de decisões difíceis.

 

“Queremos fornecer um panorama bem acessível aos educadores, nesta nova abordagem”, diz Matthew, “para que possamos alcançar mais aprendizes e prepará-los para o futuro”.

 

Leia mais sobre o ensino de habilidades corporativas.

 

Ferramentas de ensino da próxima geração

 

Por fim, Matthew enfatiza que as habilidades de pensamento crítico só são desenvolvidas e melhoradas com a prática. Ele espera que, com sua pesquisa, possa fazer parte desse desenvolvimento de forma efetiva: “Esperamos que esta pesquisa nos ajude a desenvolver novas ferramentas de aprendizagem que beneficiem os alunos e que, ao mesmo tempo, orientem os professores a trazerem novas abordagens de ensino para as salas de aula”.

 

Texto originalmente publicado em Pearson Learning.

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