Palmas para quem errou!

por: Tonia Casarin

Parte do processo de criar um ambiente de pertencimento à sala de aula passa por errar. Provavelmente, você, professor, irá tentar várias estratégias até que você consiga criar esse ambiente. Isso leva tempo. É um processo, cheio de tentativas e erros ao longo do caminho.

 

E morremos de medo de errar. Mas essa é uma certeza que temos que lidar. Vamos errar. Ponto. É inevitável, somos humanos. E a beleza do erro está no aprendizado que vem com isso. Portanto, parte do processo de criação de um ambiente de aprendizagem é criar um ambiente em que os alunos possam errar.

 

E o erro é um ponto de partida para o aprendizado, que possibilita a troca. O feedback de qualidade mostrou ser uma das maneiras mais eficazes de melhorar os resultados de aprendizagem dos alunos. A chave para o feedback efetivo é entender por que o aluno errou – ele pode estar cometendo um erro sistemático na forma como ele interpreta o material, ou pode ser que ele simplesmente não entendeu o que era pedido no enunciado do problema. O mais importante é dedicar tempo para entender a raiz do erro, pois isso pode ser a diferença entre um aluno evoluir ou não no aprendizado.

 

Leia mais sobre a importância do erro no processo de aprendizagem.

 

O feedback não deve estar somente na nota, pois já foi comprovado que mensagens qualitativas nas provas ou testes, por exemplo, podem ajudar os alunos a alcançarem determinados níveis de aprendizagem. Ou ainda, em uma conversa com o aluno, de forma clara. É claro que o feedback efetivo também pode assumir a forma de uma conversa entre professor e aluno. O recomendado é que os professores sejam específicos com os alunos, oferecendo suporte e desafiando-os ao mesmo tempo. Ajudaria também se os alunos soubessem quais os recursos disponíveis a eles.

 

Os professores poderiam ajudar os alunos sugerindo duas ou três ações que eles podem fazer para evitar esses erros, em uma próxima vez. Isso ajuda os alunos a lembrarem dessas ações quando errarem, aprenderem e incorporarem essas ações na próxima vez. Às vezes, os professores podem até achar que os alunos não apenas se corrigem, mas também ajudam os outros com os erros que eles mesmo tiveram, de forma a ajudar o próximo a não cometer o mesmo erro. Os professores podem encorajar trabalhos em grupo para que as interações possam ocorrer mais vezes na sala de aula. E, mais do que isso, para que os alunos aprendam uns com os outros. Ou ainda, criar um ambiente em que os próprios alunos possam dar feedback uns aos outros. E isso traz à tona oportunidades para trabalhar competências socioemocionais, como a comunicação.

 

Leia artigo do professor Celso Antunes sobre a importância da dúvida.

 

Dar feedback de qualidade não é apenas dar aos alunos as respostas certas ou dizer-lhes o que eles fizeram errado, mas ajudá-los a entender como eles podem melhorar seu na próxima vez. E o erro parece ser o primeiro passo para o aprendizado. Portanto, palmas para quem errou!

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