Melhorar a aprendizagem das crianças refugiadas sírias

por: Entretanto

Entre em qualquer sala de aula na Jordânia e você verá espaços transbordando com milhares de crianças, filhos de refugiados sírios, deslocadas pela guerra. As escolas da Jordânia estão sobrecarregadas — e assim também estão as crianças dentro dessas salas de aula.

É uma ilustração de como a guerra civil na Síria causou um rompimento dramático na educação de uma geração inteira de crianças.

“Algumas salas de aula têm mais de 60 crianças,” diz Teodora Berkova, Diretora de Inovação Social da Pearson. “As crianças sírias estão acostumadas a currículos escolares diferentes. Muitos desses jovens estão lidando com traumas que vêm daquilo que eles vivenciaram durante o conflito na Síria. ”

Teodora retornou da Jordânia com sua equipe, após concluírem uma pesquisa de campo que durou cerca de um mês.

“Nós queríamos dar uma olhada mais profunda nos problemas,” diz Teodora, “para ajudar a melhorar as oportunidades educacionais disponíveis aos refugiados sírios e às comunidades na Jordânia”.

Mapeando a ‘Ecologia Social’ da Criança

Teodora lidera uma parceria exclusiva entre a Pearson e a organização Save the Children para melhorar a aprendizagem dos refugiados sírios na Jordânia. Esta parceria é mais do que apenas um programa corporativo para apoiar uma boa causa.

A Pearson oferece experiência e inovação para a pesquisa de aprendizagem desta parceria. A organização Save the Children atende crianças em zonas de conflito há décadas. Ambas as organizações combinam seus conhecimentos em busca de soluções para uma mudança a longo prazo na educação dos jovens sírios. Esta parceria começou em 2016, através de uma vivência em campos onde vivem os refugiados.

“Começamos obtendo o máximo de informação possível sobre o que acontece todos os dias na vida de uma criança refugiada”, diz Teodora.

Conversaram com quase 30 famílias da Síria, da Jordânia e do Iraque, passando de cinco a seis horas, várias vezes por semana, com 16 dessas famílias.

“Vivenciamos a rotina delas”, diz Teodora. “Uma dessas famílias nos convidou para ir à igreja. Outra para jantar, para que pudéssemos cozinhar juntos.”

Teodora diz que a equipe observou necessidades acadêmicas, psicológicas e emocionais: “Sob uma perspectiva de investigação, passar tanto tempo cara a cara para chegar a tal nível de diálogo e observação é incrível.”

“Não é só a criança como um todo”, diz Teodora, “é a criança como um todo em sua ecologia social.”

Um Programa Piloto

Teodora e uma equipe de seis outros pesquisadores estão apenas começando a analisar suas anotações sobre a pesquisa. Eles se reunirão nas próximas semanas para concluí-las.

“Há sempre uma necessidade — por bons motivos — em apressar a solução para um projeto como este,” diz Teodora. “No entanto, queríamos passar tempo suficiente no campo para compreender por completo o contexto desses refugiados, para que tudo o que desenvolvermos seja eficaz e relevante para as necessidades exclusivas de crianças que enfrentam essas circunstâncias.”

Como a crise dos refugiados da região e seu impacto na vida das crianças ainda ocorre, a equipe de Teodora espera iniciar o piloto de novas ideias para a aprendizagem dos refugiados sírios em 2017. As soluções poderão incluir programas destinados à prevenção da tentativa de abandono aos estudos das crianças que já estão na escola e também de soluções digitais que forneçam acesso à aprendizagem para aqueles que estão atualmente fora da escola.

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