Em busca da igualdade no Ensino Superior

por: Entretanto

Sabemos dos benefícios que terão as vidas econômicas dos indivíduos com maiores níveis de participação no ensino superior. Sabemos também que a ingressão às universidades aumentou gradualmente nos últimos anos: estudos preveem que teremos cerca de dois bilhões de estudantes no ensino superior até 2030. Porém, o que as pesquisas e estudos existentes informam a respeito de quem está incluído, e sobre quem não está, neste nível da Educação? O que sabemos, especificamente, a respeito da igualdade de acesso para uma instituição de ensino superior de alta qualidade?

Tendo em mente que somos melhores em gerenciar o que medimos, as instituições, as nações e as organizações internacionais estão captando dados de acesso ao Ensino Superior através de indicadores sociais críticos, que são categorias como situação socioeconômica, gênero, deficiência ou distância geográfica,

O Drawing the Global Access Map (em português: “Elaborando o Mapa de Acesso Global”) é o artigo mais recente da série Open Ideas, da Pearson, sobre estas questões de ensino acessível. Na pesquisa, que foi apoiada pela Pearson e pela Universidade de Newcastle (Austrália), os autores realizaram:

  • uma pesquisa sobre práticas de levantamento de dados existentes em 50 países;
  • uma revisão da fonte dos dados existentes e;
  • casos de estudos aprofundados em seis países (Estados Unidos, África do Sul, Austrália, Índia e Colúmbia).

Neste relatório, breve e pontual, os autores identificam e discutem cinco tópicos principais, com base em suas análises de evidências:

  1. Os dados existentes sugerem que as diferenças de acesso ao ensino superior são difusas, abrangendo países ao redor do mundo, independente do tamanho ou do patrimônio.
  2. Há limitações significativas, pois poucos dados complementares são coletados, além de gênero e da situação socioeconômica. Além disso, países e regiões diferentes possuem suas próprias preocupações dominantes no que diz respeito à igualdade. Isto é avaliado conforme o histórico político, econômico e social de um lugar.
  3. As comparações entre os países são importantes, porém, difíceis, devido às várias formas de indicadores sociais definidos e medidos.
  4. Acesso significa mais do que a entrada e a participação, significa também a conclusão de um programa de alta qualidade.
  5. A vontade política e os recursos definem a coleta de dados.

Os autores iniciaram este projeto na esperança de desenvolverem um Índice de Igualdade Global. Os dados atuais, no entanto, tornaram a construção de um índex confiável e rigoroso desafiador. Para avançarem nesta área, os autores publicaram um manifesto, o Mapa de Dados de Igualdade Global (Global Equity Data Charter), que se constitui por uma série de ações a serem iniciadas pelas instituições, nações e organizações internacionais no sentido de auxiliar as instituições de Ensino Superior e os governos a compreenderem e detalharem o tipo de perfil de quem ingressa uma universidade.

Leia o mapa aqui (em inglês).

Texto originalmente publicado em Pearson.

Receba nossa News