Como está sendo seu ano de ensino?

por: Entretanto

Em média, quase 530 mil minutos. Esta é uma maneira de medir o tempo anual de trabalho na vida de um professor. E já estamos chegando ao fim de mais um ano. Que tal medir e mensurar o tempo deste ano que está passando?

 

Particularmente, gosto de estabelecer metas para mim todos os anos. Algo novo que eu queira alcançar, além das metas formais em meu papel como educador. Estou prestes a completar doze anos de docência (três milhões, cento e dez mil e quatrocentos minutos) e todos os anos eu aumento meu repertório de ensino. Aprendi muito a respeito do desenvolvimento da matemática e sobre as melhores estratégias para auxiliar emocionalmente os alunos.

 

Aprendi a ensinar a história de três cidades diferentes em um mesmo formato. Aprendi a me manter culturalmente mais ciente a respeito das populações diferentes, pois tenho alunos descendentes de mais de 20 origens diferentes. Aprendi a deixar os alunos assumirem seus próprios aprendizados, suas próprias avaliações, suas próprias conferências e a resolverem seus próprios problemas. Este ano, tentei aprender mais sobre o funcionamento da mente das crianças de 5 e 6 anos. Estabeleci uma melhor compreensão sobre a zona de desenvolvimento de uma série e de uma idade.

 

Além das minhas metas, o que mais eu poderia medir em meu ano? Poderia dizer que aproximadamente umas 400 Fix-It Conversations (Conversas para Resolução de Conflitos, em inglês). Aproximadamente 200 lápis. Posso estimar algo entre 50 e 60 bastões de cola, além de 15 caixas de lenços de papel. Centenas de pacotinhos de salgadinhos Goldfish (um salgadinho em formato de peixinho que as crianças normalmente adoram).

 

Leia mais sobre as Conversas para Resolução de Conflitos.

 

Li aproximadamente 150 livros, possivelmente um pouco mais. Além do material educativo, utilizei cerca de 100 curativos com band-aid (materiais fundamentais para quem trabalha com crianças). Milhares de pedaços de papéis, novos e reciclados, que se transformaram em cartões, computadores, telefones celulares, coroas, braceletes, reinos e estórias. Quase chegamos ao final do ano ser quebrar várias destas ferramentas. Quase!

 

E isso não é tudo. Vinte e cinco crianças entraram na minha sala de aula. A maioria não sabia ler e nem contar até 10 no primeiro dia de aula. Alguns não conheciam nem as letras do alfabeto. Na semana passada, eles apresentaram o que aprenderam sobre as abelhas, as flores e sobre o nosso apelo para salvar as abelhas do colapso dos enxames. Eles não escreveram apenas sobre suas observações a respeito das abelhas, das flores, da colmeia, muito mais que isso, eles também leram o que eles escreveram para seus familiares.

 

Eles leram um poema sobre as abelhas. Eles leram a carta que eles escreveram para nossa administração pública local com sugestões de ações que prevenissem as destruições dos enxames. Eles leram os pôsteres que criaram para encorajar as pessoas a salvarem as abelhas. Eles leram e escreveram com prazer e com um propósito. Contaram as sementes de flores silvestres e as plantaram. Estes alunos, quase todos agora com seis anos, cresceram tanto no tamanho quanto nas maneiras, de formas imensuráveis.

 

Leia mais sobre a inteligência emocional nas escolas.

 

E então, o que o próximo ano nos reserva? Bem, pretendo trabalhar melhor com alguns alunos que estão tendo dificuldades com o alfabeto. Agora sei que eu deveria ter começado a ensiná-los a contar até 100 muuuuito antes e estou determinado a fazer com que fechemos as tampas de canetinhas e dos bastões de cola de maneira muito melhor, no ano que vem.

 

Quero saber mais como suas mentes funcionam e eu ainda preciso trabalhar para conhecer mais aquela zona de desenvolvimento fundamental para a compreensão da mente dos alunos. No ano que vem, terei mais quinhentos e trinta minutos para tentar.

 

Texto originalmente publicado em Pearson.

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